quarta-feira, 3 de setembro de 2008

SETEMBRO - MÊS DA BÍBLIA



Testamento de amor!

Nela, vamos encontrar os desejos e as intenções de Deus para conosco "Não só de pão vive o homem, mas de toda Palavra que procede da boca de Deus" (Mateus 4,4).A "Bíblia é o Livro dos livros. É a obra mais conhecida em todo o planeta. Também conta com o maior número de traduções dentre todas as obras existentes e está presente no maior número de nações. No entanto, nem sempre nos relacionamos com ela do jeito mais ideal. Estamos no início do mês de setembro, o conhecido e celebrado Mês da Bíblia. É mais uma oportunidade para examinarmos nossa vida e vermos qual é o valor que estamos dando a este livro tão especial e tão importante para todos os que seguem a Jesus, como Caminho, Verdade e Vida.Bíblia: Testamento de amor!Este livro é um verdadeiro testamento. E o que é um testamento? É uma carta na qual se colocam as coisas mais íntimas, mais sinceras e mais profundas. É onde se fala com o coração e são relatados os "últimos" desejos de alguém. É onde o pai "divide" os bens entre os filhos e amigos. É o meio pelo qual nós fazemos pedidos e recomendações.A Bíblia é o Testamento de Amor, a Carta de Amor que Deus Pai deixou para toda a humanidade. É nela que nós vamos encontrar os desejos e as intenções de Deus para conosco. É nela que podemos encontrar as recomendações e os tesouros que Deus tem para nos oferecer. Se nós não abrirmos a ela e não lermos esta "Carta de Amor", não ficaremos sabendo da amizade íntima que Deus quer ter conosco "desde o nascer ao pôr-do-sol".Pedindo sempre a luz do Espírito Santo e vencendo toda e qualquer preguiça, busquemos ler com fé o Livro Sagrado. E a cada letra, a cada palavra, vamos perceber e ouvir a Voz de Deus que fala ao nosso coração. Nenhuma pessoa consegue sobreviver sem "arroz e feijão", ou seja, sem alimento. Da mesma forma que nenhum seguidor do Senhor consegue viver sem o Alimento da Palavra. Quanto mais intimidade tivermos com ela, tanto mais intimidade teremos com o próprio Senhor. E aí veremos as graças acontecerem como verdadeiros rios de Água Viva, porque a Bíblia é o grande, único e verdadeiro Testamento de Amor.
(Fonte: Canção Nova )

Neste mês a Igreja celebra a Bíblia, a Palavra de Deus que nos conduz no caminho da salvação. Dentro do calendário litúrgico pastoral, este é um tempo para refletirmos sobre a Bíblia como fruto da inspiração divina e do esforço humano e a sua importância para nossa vida. Nas nossas paróquias e comunidades, a Bíblia ganha um destaque maior nas celebrações e orações sendo reverenciada por conter a revelação do amor de Deus aos homens. Durante todo mês multiplicam-se os cursos e palestras sobre a Bíblia, sua origem, estrutura e relevância para o Povo de Deus. Participar destas atividades é mais um passo no caminho da salvação em direção a santidade. Conhecer a Bíblia é conhecer e amar ainda mais a Deus. Nos textos bíblicos encontramos as verdades sobre o homem e constatamos a ação de Deus em nosso favor. Conhecer a Bíblia é participar do amor de Deus. Informe-se me sua paróquia sobre as atividades que serão realizadas durante o mês. A Palavra de Deus é alimento que fortalece nossa fé e que propicia o amor.


(http://www.catedral.org.br/Conteudo.aspx?CT=0&A=72&C=302)



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segunda-feira, 1 de setembro de 2008

VITÓRIA DE NOSSA SENHORA APARECIDA





O infeliz projeto de lei que ameaçava "cassar" o título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida, foi finalmente arquivado.
Foi uma linda mobilização. O PL 2623/2007, do Deputado e pastor evangélico Victório Galli, correu 6 meses pelos caminhos da Câmara sem ser notado. Como muitos outros projetos, poderia ter surpreendido o Brasil, numa pacata manhã, com a notícia de que esta lei tinha nos tornado órfãos pelo desejo de uma minoria que havia decidido depor a Padroeira do Brasil.
Com a agravante de que o projeto não tinha nada de proveitoso para os eleitores daquele deputado suplente e nem mesmo para os seus correligionários. Era pura oposição aos católicos, utilizando-se da Câmara dos Deputados para desferir o golpe.
- Nossa Senhora Aparecida foi verdadeiramente a grande vitoriosa.


"Colabore na construção do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida"

Site:www.santuarionacional.com

e-mail:devotos@santuarionacional.com

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

A IGREJA MÃE E MESTRA


Afirma São Cipriano: “Ninguém pode ter a Deus por Pai, se não tem a Igreja como mãe" (De cathol. Ecc. Unitate, 6).

Os cristãos recebem da Igreja a Palavra de Deus escrita e os ensinamentos de Cristo por meio dos Apóstolos; recebemos os sacramentos que dão vida; os exemplos de santidade, e o Magistério seguro e infalível nas verdades de fé moral.
A Igreja, além de ensinar com autoridade, pode também impor preceitos a seus membros para ajudá-los a melhor atuar e a santificar-se; estes preceitos são obrigatórios.

O Magistério da Igreja tem competência em matéria moral?
Sim, o Magistério da Igreja tem competência em matéria moral.

O Papa e os Bispos têm este Magistério?
Sim, o Papa e os Bispos têm este Magistério em matéria moral porque, como mestres autênticos, devem pregar ao Povo de Deus a fé que deve ser crida e aplicada nos costumes e às questões morais.

A infalibilidade do Magistério da Igreja se estende também à moral?
Sim, a infalibilidade do Magistério da Igreja também se estende à moral.

Pode a Igreja impor preceitos aos católicos?
Sim, a Igreja pode impor preceitos aos católicos, para ajudá-los a cumprir certos deveres e a santificar-se.

Quais são os principais preceitos da Igreja?
São cinco:

1- Participar da Missa inteira todos os domingos e feriados religiosos de preceito.
2- Confessar os pecados mortais, pelo menos uma vez ao ano, quando for comungar e em perigo de morte.
3- Comungar uma vez ao ano, preferencialmente no tempo pascal.
4- Jejuar e abster-se de comer carne quando pede a Igreja.
5- Contribuir com o sustento da Igreja, na medida das possibilidades de cada um.

Padre Tiago Roney Sanxo.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

ELEIÇÕES 2008



Declaração da CNBB

Nós, Bispos da Igreja Católica no Brasil, reunidos na 46ª Assembléia Geral da CNBB, de 02 a 11 de abril de 2008, em Itaici, Indaiatuba, SP, queremos contribuir, como em pleitos anteriores, com as eleições de 05 de outubro, quando escolheremos o prefeito/a e os vereadores/as dos nossos municípios.
Os cidadãos e as comunidades eclesiais têm aí um amplo campo de atuação. A tradição da Doutrina Social da Igreja considera a participação na política uma forma elevada do exercício da caridade - uma maneira exigente de viver o compromisso cristão a serviço do próximo.
A afirmação do Poder local ganha espaço específico no mundo globalizado. Urge criar, no âmbito municipal, estruturas que consolidem uma autêntica convivência humana, promovendo os cidadãos como reais sujeitos políticos. No município, a política pode atender às necessidades concretas da população: saúde, educação, segurança, transporte, moradia, saneamento básico e outras. O Poder local tem sido ainda mais valorizado através das Redes Intermunicipais pelo intercâmbio de experiências – sinais de esperança no mundo planetário.
O voto depositado na urna exige dos eleitores/as e dos eleitos/as um compromisso com a consolidação da democracia. Os eleitos/as são chamados a concretizar a mística do serviço, na esperança e na perseverança, construindo um mandato coletivo, em busca do bem comum, com a garantia de continuar os projetos positivos da administração anterior. Os eleitores/as são convidados a acompanhar os eleitos/as no cumprimento de sua missão e a valorizar os que atuam com critérios éticos.
A cultura da corrupção perpassa as malhas da nossa história política. A corrupção pessoal e estrutural convive com o atual sistema político brasileiro e vem associada à estrutura econômica que acentua e legitima as desigualdades. É relevante e urgente aplicar com empenho a Lei 9.840, em decorrência da qual já foram cassadas em torno de 600 pessoas. Esta lei ajuda a assegurar a lisura das eleições na campanha eleitoral. Para tanto, queremos valorizar os Comitês contra a corrupção eleitoral. Também apoiamos o Projeto de Lei de iniciativa popular, complemento à Lei 9.840, proibindo candidatura de quem já foi condenado em primeira instância.
A formação política para o cumprimento da missão de prefeito/a e vereador/a exige que a ética seja o farol que oriente os quatro anos de mandato, num contínuo diálogo entre o Poder local e suas comunidades. Estamos todos em processo de contínua educação para a cidadania e o exercício do voto é um dos instrumentos eficazes para as mudanças necessárias para o País.
A Igreja tem como tarefa iluminar as consciências dos cidadãos, despertando as forças espirituais e promovendo os valores sociais, através da pregação e do testemunho. A encíclica Deus Caritas est, retomada no Documento de Aparecida, exorta os cristãos leigos/as a assumir compromisso na política, também partidária. Não corresponde aos Pastores esta tarefa.
Convidamos nossas comunidades a realizar debates e reflexões sobre os programas dos partidos, além das qualidades dos candidatos.
Propomos critérios para a votação: respeito ao pluralismo cultural e religioso; comportamento ético dos candidatos/as; e defesa da vida, da família e da liberdade de iniciativa no campo da educação, da saúde e da ação social, em parceria com as organizações comunitárias. Consideramos qualidades imprescindíveis para os candidatos/as: honestidade, competência, transparência, vontade de servir ao bem comum, comprovada por seu histórico de vida. Para tanto, reafirmamos o Documento de Aparecida ao “apoiar a participação da sociedade civil para reorientação e conseqüente reabilitação ética da política” (n. 406).
Que o Espírito de Deus nos acompanhe na tarefa de ajudar a tornar mais humanos e justos os nossos municípios!

Itaici, Indaiatuba-SP, 9 de abril de 2008

Dom Geraldo Lyrio Rocha
Arcebispo de Mariana
Presidente da CNBB

Dom Luiz Soares Vieira
Arcebispo de Manaus
Vice-Presidente da CNBB
Dom Dimas Lara Barbosa
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro
Secretário-Geral da CNBB

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

"HONRAR PAI E MÃE"






"Pais bonzinhos são tão danosos quanto pais indiferentes: o amor não se compra com presentes, nem fingindo não saber, desviando o olhar quando ele devia estar vigilante"
Se as relações familiares não fossem intrinsecamente complicadas, não existiria o mandamento "Honrarás pai e mãe". Comentário de grande sabedoria. Assunto inesgotável. Como educar, como cuidar neste mundo maravilhoso e tresloucado, com tanta sedução e tanta informação – um mundo no qual, sobretudo na juventude, nem sempre há o necessário discernimento para escolher bem?
Saber distinguir o melhor do pior, ser capaz de observar e argumentar, são o melhor legado que família e escola podem dar. Na família, fica abaixo só do afeto e da segurança emocional. Na escola, importa mais do que o acúmulo de informações e o espaço das brincadeiras, num sistema que aprendeu erroneamente que se deve ensinar como se o aluno não tivesse de aprender. Fora disso, meus caros, não há salvação. Isso e professores supervalorizados e bem pagos, escola para todos – não mais milhões de crianças e jovens em casas cujo pátio é barro misturado a esgoto, ou na rua, com o crack e a prostituição. Um ensino que dê muito e exija bastante: ou caímos na farra e no despreparo para a vida, que inclui graves decisões pessoais e um mercado de trabalho cruel.
Bem antes da escola vem o fundamental, o ambiente em casa, que marca o indivíduo pelo resto de sua jornada. Se esse ambiente for positivo, amoroso, a criança acreditará que amor e harmonia são possíveis, que ela pode ter e construir isso, e fará nesse sentido suas futuras escolhas pessoais. Se o clima for de ressentimento, frieza, mágoas ocultas e desejos negativos, o chão por onde o indivíduo vai caminhar será esburacado. Mais irá tropeçar, mais irá quebrar a cara e escolher para si mesmo o pior.
Dificuldades familiares não têm a ver só com o natural conflito de gerações, mas também com a atitude geral dos pais. Eles têm entre si uma relação de lealdade, carinho, alegria? São realmente interessados, tentam assumir suas responsabilidades grandes e difíceis? Foi-se o patriarcado, em que havia regras rígidas. Eu não quereria estar na pele dos infratores de então, os filhos que ousavam discordar. Em lugar da anterior rigidez e distância, estabeleceu-se a alegre bagunça, com mais demonstrações de afeto, mais liberdade, mais respeito pelas individualidades – muitas vezes com resultados dramáticos. Lembro a frase que já escrevi nesta coluna, do psicólogo que me revelou: "A maior parte dos jovens perturbados que atendo não tem em casa pai e mãe, tem um gatão e uma gatinha". Talvez tenham uma mãe que não troca cabeleireiro e academia por horas de afeto com os filhos, ou um pai que corre atrás do dinheiro necessário para manter a família acima de suas possibilidades, por ilusão sua ou desejo de status de uma mulher frívola.


Crianças de 11 anos freqüentam festinhas em que rola o inenarrável: onde estão pai e mãe? Adolescentezinhos rodam de madrugada pelas ruas, dirigindo bêbados ou drogados: onde estão pai e mãe? Quase crianças passam fins de semana em casas de serra e praia reais ou fictícios, com adultos irresponsáveis ou só entre outras crianças, transando precocemente, drogando-se, engravidando, semeando infelicidade, culpa, desorientação pela vida afora. Onde estão os pais?
Ter filho é talvez a maior fonte de alegria, mas também é ser responsável, ah sim! Nisso sou rigorosa e pouco simpática, eu sei. Esse é o dilema fundamental numa sociedade que prega a liberalidade, o "divirta-se", o "cada um na sua", como num pré-apocalipse. Mais grave ainda num momento em que a honradez de figuras públicas (que deveriam ser nossos guias e modelos) é quase uma extravagância. Pais bonzinhos são tão danosos quanto pais indiferentes: o amor não se compra com presentes, nem permitindo tudo, nem fingindo não saber ou não querendo saber, muito menos desviando o olhar quando ele devia estar vigilante. Quem ama cuida: velho princípio inegável, incontornável e imortal, tantas vezes violado.


Lya Luft é escritora

PUBLICADO NA REVISTA "VEJA", EM 11 DE JUNHO DE 2008.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

15 DE AGOSTO-DIA DE N.S..DA ASSUNÇÃO


HINO À NOSSA SENHORA DA ASUNÇÃO
(Padroeira de Cabo Frio, da Equipe 01-Setor Lagos e da Província Leste)

Virgem Senhora da Assunção
Refúgio dos pecadores
Do alto trono em que estás
Ouvi os nossos clamores

Vós sois a nossa advogada
Neste vale que habitamos
Mandai-nos dos céus as graças
Que humildes suplicamos

Rainha excelsa dos anjos
E do homem escudo forte
Atendei-nos compassiva
Na fatal hora da morte

“NOSSA SENHORA DA ASSUNÇÃO, ROGAI POR NÓS”

15 de agosto, dia de Nossa Senhora da Assunção

terça-feira, 5 de agosto de 2008

HOMENAGEM AOS PAIS



A MISSÃO DO PAI

Ser pai é uma vocação. Não importa ser pai de poucos ou de muitos filhos. Vale a vida, a qualidade dos seus atos e o significado dos seus gestos. Importa ser uma presença viva de fé, de esperança, de lealdade.
O pai de família é a melhor referência que Jesus encontrou para nos fazer entender o amor e a inesgotável misericórdia de Deus para conosco: “Se vós, sendo maus, sabeis dar coisas boas para vossos filhos, quanto mais o Pai do céu dará o Espírito Santo àqueles que o pedem!”
E a criança! Se todas as criaturas falam do Senhor e em nome do Senhor, mais que todas fala as crianças a seus pais.
Ouçam esse pai de família meu amigo: “Obrigado, meu pequeno homem. Eu o ajudo a aprender as primeiras noções do catecismo, mas você, a cada instante, é para mim uma palavra viva de Deus. Quando, brincando, eu o coloco de pé sobre a mesa e lhe digo: Salte, você salta rindo a mais não poder. Você sabe a muito bem que vou apanhá-lo no ar! Quando você está deitado, já não são seus risos que eu ouço, mas a voz divina que me diz: Você tem uma fé semelhante à desse pequeno? Que é que você arrisca, que é que você acha que pode arriscar por mim? E no entanto, meus braços são imensamente mais fortes que os seus!...”
Quando, à noite, eu o deixo, você grita: Tenho medo! Você sabe muito bem, no entanto, que estou no quarto ao lado, mas quer minha presença junto de sua cama.
“Obrigado, meu pequeno homem, porque é tão fraco tão desajeitado, por precisar sempre de mim para tudo: para amarrar os calçados, arrumar as rodas do seu carrinho, partir a carne para você. Obrigado por correr, aos gritos de alegria, quando volto para casa. Obrigado pelos seus olhos que brilham quando lhe faço um pequeno presente. Obrigado, obrigado!”
Um pai enfrenta muitos desafios que podem ser importantes, mas nenhum será tão grande quanto o de formar uma pessoa.
É certo que os filhos aprendem mais pelos olhos do que pelos ouvidos. O que entra pelos olhos vai ao coração e fica para a vida.

Pe. H.Caffarel – “Nas encruzilhadas do Amor”, págs. 122-123 (Carta Mensal de Agosto de 2005).
Colaboração de Vanda e Roberto.
ORAÇÃO PELOS PAIS FALECIDOS
Ó Deus que nos mandastes honrar pai e mãe, sede clemente e misericordioso com as almas dos nossos pais. Perdoai-lhes os pecados e compensai-os por tudo de bom que realizaram neste mundo e fazei que possamos um dia reunirmo-nos a eles na alegria da eterna luz.
Amém!

quarta-feira, 30 de julho de 2008

O MAL QUE AS NOVELAS FAZEM


Tudo é apresentado de maneira inteligente e com requintada técnica. Certa vez, um amigo chamado Franz Victor, psicólogo já falecido, disse-me que “as novelas fazem uma pregação sistemática de antivalores”. Embora isso já faça bastante tempo, eu nunca esqueci esta frase. Meu amigo me disse uma grande verdade. Enquanto a evangelização procura incutir nas pessoas uma vida de acordo com os valores do Evangelho, a maioria das novelas estraga as pessoas, incutindo-lhes antivalores cristãos. As novelas, em sua maioria, exploram as paixões humanas, muito bem espelhadas nos chamados pecados capitais: soberba, ganância, luxúria, gula, ira, inveja e preguiça; e faz delas objeto dos seus enredos, estimulando o erro e o pecado, mas de maneira requintada. Na maioria delas vemos a exacerbação do sexo; explora-se descaradamente este ponto, desvirtuando o seu sentido e o seu uso. Em muitas cenas, podem ser vistos casais não casados vivendo a vida sexual, muitas vezes, de maneira explícita, acintosa e provocante. E isso no horário em que as crianças e os jovens estão na sala. Aquilo que um casal casado tem direito de viver na sua intimidade, é colocado a público de maneira despudorada, ferindo os bons costumes e os mandamentos de Deus. Mas tudo isso é apresentado de uma maneira “inteligente”, com uma requintada técnica de imagens, som, música, e um forte aparato de belas mulheres e rapazes que prendem a atenção dos telespectadores e os transforma em verdadeiros viciados. Em muitas famílias já não se faz nada na hora da novela, nem mesmo se dá atenção aos que chegam, aos filhos ou aos pais. Assim, os valores cristãos vão sendo derrubados um a um: a humildade, o desprendimento, a pureza, a continência, a mansidão, a bondade, o perdão, entre outros; eles vão sendo jogados por terra, mas de maneira homeopática; de forma que, aos poucos, lentamente, para não chocar, os valores morais vão sendo suprimidos. Faz-se apologia do sexo a qualquer instante e sem compromisso familiar ou conjugal; aprova-se e estimula-se o homossexualismo como se fosse algo natural e legítimo, quando o Catecismo da Igreja Católica (CIC) chama a prática homossexual de “depravação grave” (CIC §2357). O roteiro e enredo dos dramas das novelas são cuidadosamente escolhidos de modo a enfocar os assuntos mais ligados às pessoas e às famílias, mas, infelizmente, a solução dos problemas é apresentada de maneira nada cristã. O adultério é muitas vezes incentivado de maneira sofisticada e disfarçada, buscando-se quase sempre “justificar” um triângulo amoroso ou uma traição. O telespectador é quase sempre envolvido por uma trama em que um terceiro surge na vida de um homem ou de uma mulher, casados, que já estão em conflito com seus cônjuges. A cena é formada de modo a que o telespectador seja levado a até desejar que o adultério se consuma por causa da “maldade” do cônjuge traído. E assim, a novela vai envolvendo e “fazendo a cabeça” até mesmo dos cristãos. A conseqüência disso é que elas passaram a ser a grande formadora dos valores e da mentalidade da maioria das pessoas, de modo que os comportamentos – antes considerados absurdos –, agora já não o são, porque as novelas tornaram o pecado “palatável”. O erro vai se transformando em algo comum e perdendo a sua conotação de pecado. Por outro lado, percebe-se que a novela tira o povo da realidade de sua vida difícil fazendo-o sonhar diante da telinha. Nela, ele é levado a realizar o sonho que na vida real jamais terá condições de realizar: grandes viagens aéreas para lugares paradisíacos, casas superluxuosas com todo requinte de comidas, bebidas, carros, jóias, vestidos, luxo de toda sorte; fazendas belíssimas onde mulheres e rapazes belíssimos têm disputas entre si. E esses modelos de vida – recheados de falsos valores – são incutidos na cabeça das pessoas. A conseqüência trágica disso é que a imoralidade prevalece na sociedade; a família é destruída pelos divórcios, traições e adultérios; muitos filhos são abandonados pelos pais, carregando uma carência que pode desembocar na tristeza, depressão, bebida e até em coisas piores. A banalização do sexo vai produzindo uma geração de mães e pais solteiros, que mal assumem os filhos... É a destruição da família. Por tudo isso, o melhor que se pode fazer é proibir os filhos de acompanharem essas novelas. Contudo, os pais precisam ser inteligentes e saber substituí-las por outras atividades atraentes. Não basta suprimir a novela; é preciso colocar algo melhor em seu lugar. Esta é uma missão urgente dos pais.

Prof. Felipe Aquino

ORAÇÃO DOS CASAIS


SENHOR FAZE QUE COMPARTILHEMOS A VIDA COMO VERDADEIRO CASAL, ESPOSO E ESPOSA; QUE SAIBAMOS DAR UM AO OUTRO O QUE TEMOS DE MELHOR EM NÓS, NO CORPO E NO ESPÍRITO; QUE NOS ACEITEMOS E NOS AMEMOS COMO SOMOS,COM AS RIQUEZAS E LIMITAÇÕES QUE TEMOS. CRESÇAMOS JUNTOS, SENDO CAMINHO UM PARA O OUTRO; SAIBAMOS CARREGAR O FARDO UM DO OUTRO, ENCORAJANDO-NOS A CRESCER SEMPRE NO MÚTUO AMOR.
SEJAMOS TUDO UM PARA O OUTRO: NOSSOS MELHORES PENSAMENTOS,
NOSSAS MELHORES AÇÕES, NOSSO MELHOR TEMPO E NOSSAS MELHORES ATENÇÕES.
ENCONTREMOS UM NO OUTRO A MELHOR COMPANHIA.
SENHOR, O AMOR QUE VIVEMOS SEJA A GRANDE EXPERIÊNCIA DO TEU
AMOR.

CRESÇA SENHOR, EM NÓS A MÚTUA ADMIRAÇÃO E ATRAÇÃO, A PONTO DE NOS TORNARMOS UM SÓ: NO PENSAR, NO AGIR E NO CONVIVER. PARA QUE ISTO ACONTEÇA, ESTEJAS TU ENTRE NÓS. SEREMOS, ENTÃO, ETERNOS ENAMORADOS.

AMÉM.

domingo, 27 de julho de 2008

UM CASAL SANTO







Luigi e Maria Beltrame Quattrocchi primeiro casal beatificado pelo papa João Paulo II, testemunham através de uma vida familiar simples e intensa, que a santidade se constrói no cotidiano.
No dia 21 de outubro, aconteceu um fato histórico: pela primeira vez, houve a beatificação, não de um bispo nem de um padre ou de uma freira, e sim de um casal. Os dois juntos! Luigi e Maria Beltrame Quattrocchi são, desde então, apresentados a toda a comunidade eclesial como modelo de santidade no matrimônio.
Os dois nasceram no fim do século XIX e sua vida estendeu-se por toda a primeira metade do século seguinte: Luigi faleceu em 1951 e Maria em 1965. Casaram-se em 1905, em Roma, onde fizeram os estudos universitários: Luigi, direito, Maria, contabilidade. Luigi fez uma carreira brilhante e chegou a ser vice-advogado geral do Estado italiano, além de consultor legal de grandes empresas e bancos. Maria, junto com os estudos comerciais, recebeu uma formação humanista sólida e diversificada, que a ajudou a desenvolver uma notável personalidade de escritora: publicou doze obras sobre família, formação espiritual dos filhos e espiritualidade. Nestas, atingiu um nível de autêntica experiência contemplativa.
Tiveram quatro filhos: o mais velho tornou-se sacerdote, a segunda entrou num mosteiro beneditino, o terceiro fez-se monge trapista. A quarta filha nasceu como fruto da decisão heróica do casal, que recusou a proposta de aborto do ginecologista, para salvar a mãe. Ela ficou em casa e acompanhou os pais, e sobretudo a mãe, até o último instante. As vocações dos filhos desabrocharam na mais absoluta liberdade, nunca propostas, mas fruto do clima evangélico que se vivia na família.
No caminho espiritual de Luigi e Maria, foi determinante a presença de alguns diretores espirituais, entre eles o pe.Garrigou Lagrange, grande mestre de teologia, ascética e mística. A participação regular em retiros e cursos de cultura religiosa contribuiu muito para sua formação.
Participavam juntos da Missa diária; em casa havia momentos de oração comum (de manhã, às refeições, à noite) com o terço e o alimento da Palavra de Deus. A família foi consagrada ao Sagrado Coração e, a cada mês, todos participavam da "hora santa” em casa.
Essa riqueza espiritual abria-se em caridade e apostolado em todos os ambientes. Foi escrito que a casa Beltrame tinha-se tornado uma clínica 24 horas para o espírito e o corpo. Luigi colocava a disposição de muitas pessoas suas extraordinárias capacidades profissionais e o prestígio adquirido nos mais altos níveis, para socorrê-las com o conselho, o conforto e a ajuda. Quando na Itália começou o escotismo, Luigi " em plena sintonia com Maria " intuiu logo sua importância formativa e tornou-se um dos primeiros promotores. É difícil medir o alcance de seu discreto e ativo apostolado de ambiente, porque só Deus sabe quantos colegas e amigos, delicadamente impulsionados e acompanhados por ele a reuniões e encontros com ilustres mestres espirituais, acabaram por achar o caminho da fé.
Maria, dedicadíssima a seus deveres de mãe e "rainha da casa", encontrou tempo e energias para suas atividades de escritora e de apostolado, apoiando o nascimento da Universidade Católica e integrando o Conselho Central da União Feminina Católica Italiana. E ainda: foi enfermeira voluntária da Cruz Vermelha, catequista numa paróquia de Roma, animadora de grupos de movimentos de espiritualidade e vida familiar... Ninguém poderá contar os inúmeros colóquios e cartas com que conseguiu recuperar pessoas afastadas de Deus (entre eles, sacerdotes e religiosas) e animar espiritualmente muitas outras.
A santidade, através do testemunho deste casal, tornou-se mais próxima de todos.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

ORDENAÇÃO DIACONAL


Com imensa alegria anunciamos a Ordenação Diaconal de Renato(da Ester), Casal Responsável da Região Rio IV, Província Leste.

Rogamos as bençãos de Nossa Senhora sob o título de N.S.da Assunção, padroeira da Equipe 01, sobre ele e seus familiares e agradecemos ao Nosso Senhor Jesus Cristo pelas vocações Sacerdotais e Religiosas.

"A messe é grande e poucos são os operários". Mt 9,37

quinta-feira, 17 de julho de 2008

O FUTURO DA FAMÍLIA


De 3 a 5 de abril deste ano, realizou-se em Roma a XVIII Assembléia Plenária do Pontifício Conselho para a Família, que teve como tema: "Os avós: o seu testemunho e presença na família".

No discurso, de 3 de abril, o Papa Bento XVI nos ensina: "Que os avós voltem a ser presença viva na família, na Igreja e na sociedade. No que diz respeito à família, os avós continuem a ser testemunhas de unidade, de valores fundantes sobre a fidelidade a um único amor que gera fé e a alegria de viver. Os chamados novos modelos de família e o relativismo alastrador enfraqueceram esses valores fundamentais do núcleo familiar. Os males da nossa sociedade, como justamente observastes durante vossos trabalhos, precisam urgentemente de remédios. Em face da crise da família não se poderia talvez recomeçar precisamente da presença e do testemunho daqueles (os avós), que têm maior consistência de valores e de projetos? De fato, não se pode projetar o futuro sem se basear num passado rico de experiências espirituais e morais."

Bento XVI, a 8 de julho de 2006, na Vigília de Oração, em Valencia, Espanha, ensina que os avós, por "nenhuma razão, sejam excluídos do círculo famliar. São um tesouro que não podemos arrebatar às novas gerações, sobretudo quando dão testemunho da fé diante da proximidade da morte".

Com data de 2 de outubro de 1999, o Papa João Paulo II enviou uma longa "Carta aos Anciãos" de todo o mundo, quando o Papa de então, idoso e doente, nela se incluía. A Sagrada Escritura conserva uma visão muito positiva do valor da vida. A idade avançada encontra na palavra de Deus uma grande consideração, a tal ponto que a longevidade é vista como sinal de benevolência divina. O Levítico sintetiza quando diz: "Levanta-te perante uma cabeça branca e honra a pessoa do ancião" (Lv 19,32). Nessa carta do Papa João Paulo II aos anciãos há um rumo a seguir: "A comunidade cristã pode receber muito da serena presença dos que têm muitos anos de idade. Penso sobretudo, na evangelização: a sua eficácia não depende principalmente de eficiência operativa. Em muitas famílias os netinhos recebem dos avós os primeiros rudimentos da fé! Porém, existem muitos outros campos a que pode estender-se a benéfica contribuição dos anciãos. O Espírito atua como e onde quer, servindo-se frequentemente de meios humanos que aos olhos do mundo não têm muita importância. Quantos encontram compreensão e conforto em pessoas anciãs ou doentes, mas capazes de infundir coragem pelo conselho bondoso, a oração silenciosa, o testemunho do sofrimento acolhido com paciente abandono! Justamente quando as energias vêm faltar e se reduz a sua capacidade de movimento, esses nossos irmãos e irmãs se tornam mais preciosos no desígnio misteriosoa da Providência."

Em nossos dias o ambiente doméstico nem sempre é favorável à presença dos idosos, dos avós, entre outros, quando se respira uma atmosfera permissiva. As exigências de moral nem sempre são observadas. Uma outra geração contraria gerando atritos. E então, em vez de se reprimir excessos, afastam-se os anciãos. Perde-se a oportunidade de aproveitar da riqueza dos avós.

Na carta do Papa João Paulo II aos anciãos acima referida, encontramos o seguinte trecho de importância para os avós: "Caríssimos anciãos que vos encontrais em situações precárias por motivo de saúde ou outros, eu vos acompanho com afeto. Podemos estar certos: Deus é Pai, um Pai rico de amor e de misericórdia! De modo especial, penso em vós, viúvos e viúvas, que ficastes sós a percorrer o último trecho da estrada da vida; em vós, religiosos e religiosas anciãos, que durante longos anos servistes fielmente à causa do Reino dos Céus; em vós, caríssimos irmãos no Sacerdócio e no Episcopado que, tendo alcançado o limite de idade, deixastes a direta responsabilidade do ministério pastoral. A Igreja necessita ainda de vós. Ela aprecia os serviços que ainda podeis prestar nos vários campos do apostolado, conta com o apoio da vossa assídua oração, espera o vosso experimentado conselho e se enriquece com o testemunho evangélico por vós prestado dia após dia."

Jamais destruindo a autoridade no lar construiremos o futuro da família. Igualmente, devemos ensinar aos mais velhos que não podem esquecer que um dia foram jovens e que as gerações de hoje não são cópias das de ontem, mas possuem características próprias que precisam ser respeitadas, quando não se colocam contra a lei eterna de Deus.


D.Eugênio Sales

Cardeal-Arcebispo Emérito da Arquidiocese da cidade do Rio de Janeiro.

Publicado no jornal "O Globo".