sexta-feira, 28 de agosto de 2009

DIA DO CATEQUISTA

Raquel e Mosquito - Catequistas da Paróquia de N.S.da Assunção em Cabo Frio-Casal Equipista da Equipe 01.

Mês de Agosto, mês Vocacional, o último domingo celebra o dia da missão do cristão que assume e vive sua vocação na Igreja e no mundo. Neste dia celebra-se de modo especial o Dia do Catequista. Catequista que tem por vocação e missão aprofundar o primeiro anúncio do Evangelho, levar o catequizando a conhecer, acolher, celebrar e vivenciar o mistério de Deus manifestado em Jesus Cristo.

A catequese é uma obra, sob a inspiração do Espírito Santo, que deve se iniciar no lar cristão, tendo os pais como preceptores, primeiros catequistas. Depois, vem a preparação para a vida e para os sacramentos, por meio da iniciação cristã. Essa catequese deve ser uma das atividades da vida do cristão, assim como o é a participação à Eucaristia, ponto central de nossa vivência fraterna no seio da Igreja, unindo-nos a Cristo. É desaviso pensar que a catequese é meramente a celebração de ritos externos ou sociais, aprendizado de teorias e idéias descompromissadas. Ao contrário, é o grande momento em que somos convidados, como família de Deus, a reviver os mistérios pascais da morte e ressurreição de Jesus. É o encontro pessoal do Senhor, que aprofundamos e passamos a viver com entusiasmo e maturidade a nossa vida cristã.
Em nossos dias, a catequese é um momento de formação e de constante atualização para o discipulado. Padres, catequistas, catequizandos, todos os cristãos, enfim, são chamados a construir um mundo mais justo através de uma vida cristã madura e responsável, brotada do encontro pessoal com Jesus Cristo. É por meio da catequese que se formará uma consciência de que o seguimento a Jesus Cristo deve ser testemunhado não só na Igreja, mas na sociedade, na família, na comunidade, na escola, no trabalho, no lazer, como um todo, em todas as atividades da vida humana.
Ser catequista é dom, escolha divina, enraizada na história, na realidade com suas necessidades, desafios e interpelações.(Arquidiocese do Rio de Janeiro)

Pessoa que ama viver e se sente realizada, entusiasmada, portadora do Ressuscitado, contagia a todos com a alegria de ser discípula

Pessoa que sabe ler a presença de Deus nas atividades humanas, reconhece o rosto desfigurado de Deus nos pobres, nos injustiçados, nos gestos de partilha e solidariedade e assume uma postura em defesa da vida ameaçada. O princípio fé/vida determina suas atitudes e lhe confere uma inteireza interior.
Enfim, o catequista é uma pessoa que busca sua auto-formação e procura atualizar-se. É capaz de construir comunhão, tecer novas relações ao estar atento aos gestos que alimentam relacionamentos positivos. A comunicação, o diálogo, a comunhão são elementos essenciais na trajetória do catequista discípulo missionário, capazes de garantir o trabalho em equipe de uma forma participativa. (Ir. Zélia Maria Batista, Assessora da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética)

terça-feira, 25 de agosto de 2009

CAMPANHA FICHA LIMPA


Após conseguir um milhão de assinaturas, o Projeto Campanha Ficha Limpa realiza desde o dia 7 de agosto, uma mobilização nacional para alcançar as últimas 300 mil assinaturas necessárias e enviar ao Congresso Nacional o abaixo-assinado pedindo a proibição da candidatura de políticos com ficha suja.

A mobilização segue até o dia 7 de setembro e durante este período, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) promoverá uma agenda de atividades e atos culturais com a expectativa de finalizar a coleta e encaminhar o Projeto de Lei de Iniciativa Popular (PL) ao Congresso, ainda em setembro.

A Campanha Ficha Limpa foi lançada em abril de 2008, na Assembléia Geral da CNBB, com o objetivo de entrar com um Projeto de Lei de Iniciativa Popular, no Congresso Nacional, que impeça a candidatura de pessoas com antecedentes criminais e que renunciam ao mandato para escapar de punições legais. Se o projeto for aprovado rapidamente, é possível que a lei entre em vigor nas próximas eleições, o que pode tirar um terço dos parlamentares que estão hoje no Congresso.

Desde que foi lançada, a Campanha conta com um apoio crescente de diversos segmentos da sociedade, Igrejas, empresas privadas, universidades, lojas e promotorias eleitorais de todo o país. O MCCE já contabilizou 1 milhão de assinaturas, coletadas em todas as regiões do país. Mais de 1% do eleitorado aderiu à campanha.

Para fazer o download do abaixo-assinado da Campanha Ficha Limpa, basta acessar o site oficial do movimento: www.mcce.org.br. Todos os eleitores podem participar, para isso precisam apenas assinar e registrar o número do título de eleitor no documento.

Procure uma paróquia na sua cidade e participe!
Atenção, a partir da próxima quinta-feira, dia 27, a Paróquia de Nossa Senhora da Assunção, em Cabo Frio, estará distribuindo e recolhendo a ficha da campanha.

Participe e divulgue este importante ato de cidadania. O Brasil agradece!

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

REUNIÃO FESTIVA-ANIVERSARIANTES DE AGOSTO

" ANIVERSARIANTES DE AGOSTO"
Rose (do Geraldo), Roberto (da Vanda) e Gabriela (filha de Tereza e Reizinho)
Veja, ao lado, as fotos da reunião festiva realizada no dia 23 de agosto, na residência de Michele e Alexandre (clique em cima das fotos para ampliar).

sexta-feira, 21 de agosto de 2009




‘MOVIMENTO DAS COMUNIDADES NOSSA SENHORA DA ESPERANÇA
“Para Viúvas, Viúvos e Pessoas Sós”
“A semente que germina por si só – Uma convivência de fé e alegria”
Iniciadora no Brasil: Da. NANCY CAJADO MONCAU




Vamos seguir o exemplo da família de Nazaré que, em sua pequenez e humildade, se fez a servidora do Senhor. Somos todos, a família de Deus.

“Maridos, amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela. Assim também vós, cada um em particular, ame a sua própria mulher como a si mesmo, e a mulher reverencie o marido. Filhos, obedecei a vossos pais segundo o Senhor; porque isto é justo. Pais, não exaspereis vossos filhos. Pelo contrário, criai-os na educação e na doutrina do Senhor.” (Efésios)


REFLEXÃO
A família, pelo sacramento do matrimônio, participa da missão educativa da Igreja, que é mestra e mãe. Denominada igreja doméstica a família oferece as condições favoráveis para o nascimento e o crescimento das vocações. As famílias têm a missão de educar seus filhos e filhas para uma autêntica vida cristã. Ao cultivarem os valores da fé a família abre espaços e tempos para que os filhos possam discernir o chamado de Deus. Na verdade uma autêntica família cristã, testemunha fiel no mundo e comprometida com os ministérios na comunidade, proporciona um confronto sadio entre os ideais e sonhos dos adolescentes e jovens com as propostas do Evangelho, as necessidades da Igreja e da humanidade. A família é o celeiro, é o campo e a messe, é a sementeira das vocações e dos ministérios.

MEDITAÇÃO
A família sendo celeiro das vocações é chamada por Deus a ser pai, a ser mãe, a gerar vida, a ser testemunha do amor e da fraternidade. O casal é o fundamento sólido da família. É importante, pois, assegurar em primeiro lugar a solidez do casal e perseguir até o fim a consolidação do amor conjugal. Portanto, necessário novamente perguntar: A FAMÍLIA, COMO VAI?

ORAÇÃO
Ó Deus, de Quem procede toda paternidade no céu e na terra, Pai, que és Amor e Vida, faz com que cada família humana sobre a terra se converta, por meio de teu Filho, Jesus Cristo, “nascido de Mulher”, e mediante o Espírito Santo, fonte de caridade divina, em verdadeiro santuário da vida e do amor para as gerações que sempre se renovam. Faz que tua graça guie os pensamentos e as obras dos esposos para o bem de suas famílias e de todas as famílias do mundo. Faz que as jovens gerações encontrem na família um forte apoio para sua humanidade e seu crescimento na verdade e no amor Faz que o amor, reafirmado pela graça do sacramento do matrimônio, se revele mais forte que quaisquer crises, pelas quais passam às vezes nossas famílias. Faz finalmente, Te pedimos por intercessão da Sagrada Família de Nazaré, que a Igreja, em todas as nações da terra, possa cumprir frutiferamente sua missão na família e por meio da família. Tu, que és a Vida, a Verdade e o Amor, na unidade do Espírito Santo. Amém. (João Paulo II)

Durante o ano sacerdotal vamos orar por nossos sacerdotes, conforme nos solicita o nosso Papa Bento XVI que concedeu indulgência parcial a todos os fiéis que rezarem cinco (5) Pai Nossos, Ave Maria e Glória ao Pai, e outra oração devidamente aprovada “em honra do Sagrado Coração de Jesus, para que os sacerdotes se conservem em pureza e santidade de vida”.

Maria, Mãe da Igreja, modelo dos servidores do Evangelho, ajuda-nos a responder o SIM.

UMA SANTA E ABENÇOADA SEMANA


Coordenação – CNSE – Belém/Pará

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

FAZENDO A DIFERENÇA


Era uma vez um escritor que morava em uma tranquila praia, próxima de uma colônia de pescadores. Todas as manhãs ele caminhava à beira do mar para se inspirar e à tarde ficava em casa escrevendo. Certo dia, caminhando pela praia, ele viu um vulto que parecia dançar. Ao chegar perto do vulto, ele reparou que se tratava de um jovem que recolhia estrelas-do-mar da areia para, uma por uma, jogá-las novamente de volta ao oceano.

- Por que está fazendo isso? – perguntou o escritor.

- Você não vê? – explicou o jovem – A maré está baixa e o sol brilhando. Elas vão secar e morrer se ficarem aqui na areia.

O escritor espantou-se:

- Meu jovem, existem milhares de quilômetros de praias por este mundo afora e centenas de milhares de estrelas-do-mar espalhadas pela praia. Que diferença faz? Você joga umas poucas de volta ao oceano. A maioria vai perecer de qualquer forma.

O jovem pegou mais uma estrela na praia, jogou de volta ao oceano e olhou para o escritor.

- Para essa eu fiz a diferença.

Naquela noite o escritor não conseguiu dormir, nem sequer conseguiu escrever. Pela manhã, voltou à praia, uniu-se ao jovem e, juntos, começaram a jogar estrelas-do-mar de volta ao oceano.

PARA REFLETIR:

-Que diferença temos feito em nossas vidas e na dos nossos irmãos?

-Temos sido um casal diferente? Queremos ser diferentes?

-Somos pais que fazemos a diferença? Que tipo de orientações damos a nossos filhos? A aceitação que temos para com eles é coerente com a nossa fé?

-Na escuta diária da Palavra do Senhor encontramos ensinamentos para sermos diferentes? Somos obedientes a esta Palavra?

-O Movimento das Equipes de Nossa Senhora já proporcionou alguma diferença em nós? Entendemos o sentido dessa diferença?

“As minhas recomendações são as mesmas que vos dei: máximo de mística e máximo de disciplina. É preciso a todo preço que as equipes sejam este celeiro onde o Senhor encontrará homens e mulheres que irão levar o testemunho de Cristo junto de todos os seus irmãos, nos lugares mais humildes como nos postos mais elevados. Mas isto só se tornará possível se as vossas equipes forem verdadeiras escolas de vida cristã, cenáculos onde os apóstolos do Cristo vêm abrir os seus corações ao Espírito de Deus.”
Pe. Caffarel (Carta Mensal – maio/2005, pág. 12)





domingo, 16 de agosto de 2009

HOMENAGEM A NANCY CAJADO MONCAU

2ºEncontro Nacional das Equipes de Nossa Senhora-2009


MOVIMENTO DAS COMUNIDADES NOSSA SENHORA DA ESPERANÇA
“Para Viúvas, Viúvos e Pessoas Sós”
“A semente que germina por si só – Uma convivência de fé e alegria”
Iniciadora no Brasil: Da. NANCY CAJADO MONCAU

HOMENAGEM A NANCY CAJADO MONCAU


RESPONSÁVEL PELO INÍCIO NO BRASIL DO MOVIMENTO DAS COMUNIDADES NOSSA SENHORA DA ESPERANÇA – CNSE
.

Nas vésperas do dia dedicado pelo Calendário Litúrgico da Igreja à Festa da Assunção de Nossa Senhora, comemora-se o terceiro ano de falecimento da nossa querida e saudosa Da. Nancy Cajado Moncau, responsável pelo início no Brasil do Movimento COMUNIDADES NOSSA SENHORA DA ESPERANÇA, para Viúvas, Viúvos e Pessoas Sós. Grande devota de Nossa Senhora, Da.Nancy sempre foi um sinal de sua presença no meio de nós. Elevemos, pois, nossas preces de agradecimento a Deus por tudo que ela representou em vida para esse projeto de trabalho em favor de um público muito especial e, ao mesmo tempo, roguemos a Deus para que ela esteja gozando as maravilhas do Reino Eterno, olhando carinhosamente pelos seus filhos espirituais aqui na terra.
Ave Maria, cheia de Graça, o Senhor é Convosco. . . . .


CLEIDE e VALENTIM
COORDENAÇÃO - CNSE - BRASIL


sexta-feira, 14 de agosto de 2009

15 DE AGOSTO - N.S. DA ASSUNÇÃO



Dia 15 de agosto, sábado, é feriado em Cabo Frio em função do dia de Nossa Senhora da Assunção, santa padroeira do município. Para comemorar a data, a Paróquia local, em parceria com a Prefeitura, realiza shows na Praça Porto Rocha, começando no dia 14, sexta-feira, até o dia 16.

Antes, porém, missas e solenidades acontecem nas Igrejas Matriz e Matriz Histórica. Hoje, dia 6, às 19h, ocorre a abertura solene da novena da Padroeira, seguida da missa de posse do novo pároco, padre Valdir Mesquita, que substitui o padre José Júlio, na Igreja Matriz. No domingo, dia 9, acontece a comemoração do Dia do Pároco e do Dia dos Pais, após a missa das 8h30, com café-da-manhã com os padres e pais na cantina da Igreja.

No dia 14, sexta-feira, às 19h, tem a coroação de Nossa Senhora da Assunção, novena e missa na Matriz Histórica. Logo após, começa a festa na praça com apresentações de dança, às 19h30, show de Assunção Beranger e Banda, às 20h30, e show com a banda The Black, às 23h.





No sábado, dia da Padroeira, tem alvorada festiva com a Banda 13 de Novembro e fogos, às 7h. A missa da Assunção de Maria ocorre às 10h, na Matriz Histórica. Às 16h30 tem missa campal, seguida de procissão. Às 19h, o grupo de teatro da Igreja, GARRA, apresenta o “Auto da Assunção”, seguido do show de Oswaldo e Banda, programado para às 20h. Às 22h30, tem show com o grupo Sambaí.

No dia 16, acontecem as missas das 8h30, 10h e 18h, na Igreja Matriz. Às 19h, haverá apresentações de dança na Praça Porto Rocha e, encerrando a festa, às 21h, show com a banda Anjos e Resgate.





A fundação da cidade de Cabo Frio propriamente dita, deu-se em 1616 no bairro da Passagem, mas a partir de 1660 criou-se o novo centro urbano denominado de São Francisco.
Nele, traça-se a praça (atual Porto Rocha) e constrói-se o prédio da Câmara Municipal, entre 1661 e 1662.
O poder religioso acompanha este deslocamento, e, em 1666 é criada pelo Vigário Bento de Figueiredo a Igreja Matriz Nossa Senhora da Assunção. No altar-mor foi colocada a imagem da Padroeira de Cabo Frio, Nossa Senhora da Assunção – encomendada a Lisboa nos princípios da ereção e fundação da igreja, e que, sem dúvida foi a devoção dos primeiros habitantes da cidade. Consta que esta imagem é uma das mais antigas do Brasil.

À direita de quem entra na Igreja Matriz, há uma capela, erguida em 1731, onde está a imagem da Virgem Aparecida, que foi encontrada entre uns penedos no mar de Arraial do Cabo, pelo pescador Domingos André Ribeiro no ano de 1721. A imagem é feita de nogueira, e tem o comprimento de um palmo e três dedos. Há registros de inúmeros milagres feitos, pela Virgem Aparecida. O fato histórico da aparição está registrado no opúsculo “Verdadeira Notícia do Aparecimento da Milagrosa Imagem de Nossa Senhora da Conceição Que se Venera na Cidade de Cabo Frio” de Alberto Lamego. Alguns anos após o erguimento da capela, a Câmara comunica ao Rei a falta de paramentos exigidos pelo ritual romano, como também de retábulo e trono para a exposição do Santíssimo Sacramento. Em 27 de abril de 1738, D. João V, mandou os quatro paramentos por intermédio do Provedor da Fazenda, determinando a este que fizesse um orçamento para o resto, que incluía ainda dois sinos. Depois da deliberação do Conselho Ultramarino, tomada em sessão de 27 de junho de 1746, no dia 4 de agosto foi expedida a ordem Régia ao Governador do Rio de Janeiro, para que deferisse o pedido da comunidade.

Nos livros de óbitos do século XIX, constam vários sepultamentos nas covas da irmandade de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, que se localizava na Igreja Matriz. Estes sepultamentos se efetuaram até o momento em que foi proibido tal feito no interior dos templos, durante o século XIX.

Durantes anos, o largo da Matriz recebia concentrações de romeiros que vinham venerar a imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, agradecer pelos milagres e trazer promessas. Com a decadência da veneração à imagem da Virgem Aparecida, volta-se a cultuar e festejar a Padroeira, como tem acontecido até os dias atuais.

A Igreja Matriz foi restaurada em 1966, sob direção artística do professor Adail Bento Costa. Porém, no início da década de 70, os religiosos responsáveis pela matriz, construíram um anexo na parte posterior que se tornou um elemento arquitetônico altamente perturbador ao estilo do monumento do século XVII.
No início do ano de 1984, a Igreja Matriz foi assaltada. Além das imagens de Nossa Senhora Aparecida e Nossa Senhora da Conceição, os ladrões levaram: 3 cálices com patenas (2 cálices dourados e 1 prateado), 2 ostensórios (1 grande dourado e 1 pequeno prateado), 1 crucifixo de arte de sacristia, coroa, punhal de prata e broche de Nossa Senhora da Assunção, 2 crucifixos laterais, espada e coroa de Nossa Senhora das Dores, 3 túnicas de celebração, 2 anjos, e coroa do Sr. dos Passos. Até os dias de hoje, estas peças não foram recuperadas.

HISTÓRICO E PADROEIRA

Da Paróquia de Nossa Senhora da Assunção de Cabo Frio, não se conhece a data de sua criação canônica. É, porém, certo que tenha surgido com o aldeamento que Constantino Menelau realizou em terras da Capitania de São Tomé, descobertas, em 1503, por Américo Vespúcio, habitadas por índios Tamoyos, logo após ter expulsado os franceses, holandeses e ingleses que invadiam as costas do sul do Brasil, pelos negócios de pau Brasil, estabelecendo ali, a 13 de novembro de 1615, os alicerces da povoação que ele denominou de ‘Santa Helena”, e é hoje Cabo Frio.

Naquela mesma data, iniciava ele a construção de uma igreja, destinada a ser Matriz sob o patrocínio de Santa Helena, cujo orago o povo mudou quando se levantou o novo Templo para Nossa Senhora da Assunção, cuja imagem, ainda hoje é venerada na Matriz. Segundo a tradição, foi a 3ª imagem, que sob a invocação de Nossa Senhora da Assunção, chegou ao Brasil trazida de Portugal por Frei Agostinho Santa Maria (a primeira imagem viera em 1551 para Pocinhos, Paraíba e a segunda para Camamu, Bahia). O novo Templo deve ter sido construído antes de 1686, pois neste ano já o visitava o Bispo D. José de Barros Alarcão. Em 1678, a Paróquia já estava na classe das Paróquias Perpétuas.

A Matriz conservava, numa capela lateral, a imagem de Nossa Senhora da Conceição, que foi achada numa gruta de pedras, sítio “Focinhos do Cabo”, no lugar chamado “Tabuleiro”, junto ao cabo, pelo pescador Domingos André Ribeiro, no dia 24 de setembro de 1721, quando começou a ser venerada sob o título de Nossa Senhora Aparecida. A imagem media 26 cm e era feita de nogueira. Esta imagem foi roubada de nossa igreja em 23 de setembro de 1984.

Sob a direção da Paróquia, há também um prédio que serviu de “Convento de Franciscanos”, inaugurado a 13 de janeiro de 1676, que teve uma participação muito ativa no desenvolvimento da vida espiritual da paróquia, auxiliando o pároco nos trabalhos pastorais. Chegou a ter 30 frades, dos quais 18 eram sacerdotes, e noviciado de 1707 a 1763. Está sob a invocação de Nossa Senhora dos Anjos. Frei Vitorino, o último frade residente, morreu no dia 7 de agosto de 1872. Com a sua morte, foi encerrada a vida claustral, ficando o convento abandonado em ruínas e sofrendo muitos danos. Esse prédio foi tombado pelo Patrimônio Histórico, que iniciou sua restauração em 1949.

A Paróquia foi entregue, desde 1937, aos padres franciscanos, por um contrato entre Diocese e a Província do Sul, “ad nutum Santae Sedis”. Esse contrato durou 53 anos e foi cancelado pela Província Franciscana em 18 de março de 1990, voltando a paróquia a ser entregue aos padres diocesanos. A paróquia foi desmembrada em 22 de março de 1958, com a criação da Paróquia do Arraial do Cabo e em 18 de novembro de 1989, com a Paróquia de São Cristóvão, no mesmo município de Cabo Frio.

Atualmente, a Paróquia de Nossa Senhora da Assunção de Cabo Frio é servida por sacerdotes diocesanos que são responsáveis pela sua organização pastoral e administrativa.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

A ARTE DO ENCONTRO



Saber dizer as palavras certas nos momentos certos, para pessoas certas, é descobrir a “Arte do Encontro” com os outros.


Em nosso relacionamento humano diário, muitas vezes acertamos uma das três coisas, mas erramos outras duas.
Dizemos as palavras certas em momentos inoportunos.
Acertamos as palavras e o momento psicológico, mas as pessoas não são as pessoas certas.
E quantas vezes, maus artistas que somos não acertamos nem com as palavras, escolhemos o momento inoportuno e falamos a pessoas erradas.
A única arte realmente importante na vida é a “Arte do Encontro” com o outro. Daí a enorme importância de encontrar as palavras certas, nos momentos certos, para as pessoas certas.
Em muitas reuniões muitos desencontros acontecem exatamente porque são esquecidas as regras básicas da “Arte do Encontro”. O momento é certo. O lugar de falar é certo. Mas as palavras proferidas, ao invés de solucionar problemas, geram ainda maior confusão.
Há um detalhe importantíssimo que deve ser lembrado: para haver Encontro, deve haver boa vontade. Não há Encontro quando o egoísmo e a ambição falam mais alto que o amor.
O erro deve ser combatido, a concórdia e a justiça devem ser procuradas. Quantas vezes, no entanto, o protesto é realizado em momentos inoportunos. Apela-se então à violência. E violência não resolve. Ao contrário, costuma agravar as situações. Porque violência gera violência. Não é a briga, não é a agressividade, não são os gritos, que trazem as soluções.
O ser humano é feito para o Encontro e não para o Desencontro. O Encontro nos realiza. O Desencontro frustra e gera solidão.
A Arte de ir ao Encontro do outro exige um aprendizado, reclama humildade e coração desarmado.
Você deseja ser feliz? Você deseja palmilhar os caminhos do Encontro? Não esqueça a fórmula mágica: palavras certas, nos momentos certos, para as pessoas certas.

(Autor desconhecido)


CANTINHO DO PADRE CAFFAREL


Faça parte do "CANTINHO DO PE. CAFFAREL".

terça-feira, 11 de agosto de 2009

ADOTE UM PADRE

2º Encontro Nacional das Equipes de Nossa Senhora - Florianópolis - SC.

A vida dos sacerdotes sempre foi exigente. E nem poderia ser diferente, já que são chamados a continuar a missão de Cristo, o Bom Pastor. Em nossos tempos, porém, os desafios se multiplicam e exigem respostas sábias, decisões imediatas e constantes posicionamentos sobre os mais diversos temas. Portanto, quanto mais santo e sábio for o presbítero, mais e melhor servirá a Igreja.

Além disso, como a vocação sacerdotal é um dom de Deus não só para aquele que é seu primeiro destinatário, mas para a Igreja inteira, um bem para sua vida e missão, toda a Igreja é chamada a proteger esse dom, a estimá-lo e a amá-lo. Dito isso com palavras do saudoso Papa João Paulo II: “Todos os membros da Igreja, sem exceção, têm a graça e a responsabilidade do cuidado pelas vocações” (PDV, 41). Essa responsabilidade sempre foi cultivada na Igreja. Prova disso é, entre outras coisas, o apelo constante para que todos rezem não só pelo aumento das vocações, mas também para a santificação daqueles que já são padres. Sempre houve na Igreja grupos, comunidades e associações com o propósito principal de rezar pelos sacerdotes.

É nessa linha que se entende a sugestão que agora apresento: ADOTE UM PADRE! Dentre os sacerdotes que você conhece ou que atuam na Igreja, escolha um deles, e passe a rezar diariamente por sua santificação. Ofereça sacrifícios para que ele exerça bem seu ministério. De preferência, nunca lhe fale sobre isso, nem faça comentários a esse respeito com outras pessoas. Os detalhes dessa “adoção” sejam conhecidos somente por você e pelo Bom Pastor. Guarde esse segredo cuidadosamente em seu coração, mas seja fiel a ele, dia por dia.

Fazendo isso, você estará respondendo a um apelo da Igreja, que constantemente nos recorda: “Todo o Povo de Deus deve incansavelmente rezar e trabalhar pelas vocações sacerdotais” (PDV, 82). Sua resposta ao apelo de adotar um padre determinado terá uma particularidade: você não estará rezando somente pelo clero em geral, mas por um padre com um nome e um rosto, o que, certamente, motivará ainda mais suas orações, jejuns e sacrifícios.

E, tenha certeza: COM A SANTIFICAÇÃO DE SEU “ADOTADO”, TODO O CLERO SE SANTIFICARÁ. DEUS, ENTÃO, SERÁ MAIS GLORIFICADO. E O POVO DE DEUS, MAIS E MAIS SE ENRIQUEÇERÁ.


Dom Murilo S.R. Krieger, scj (Arcebispo de Florianópolis)






sábado, 8 de agosto de 2009

ORAÇÃO PARA O MEU PAI


Faça Senhor que meu Pai seja forte

para saber quando é fraco,

corajoso bastante para enfrentar a si mesmo

quando sentir medo.

Um Pai que seja orgulhoso pelo triunfo da vida,

inflexível na derrota inevitável,

mas humilde na vitória,

aprenda a manter-se ereto nas tempestades.

Sendo de coração puro e objetivos elevados.

Dá-lhe humildade de verdadeira grandeza

e tolerância da verdadeira sabedoria.

Obrigado, Senhor,

por ter a graça de ter um pai na terra.

Obrigado, meu Pai!

PAIS AUSENTES


A ausência do pai na educação dos filhos



Tiveram um filho. O pai estava orgulhoso e trabalhava muito. Não podia perder tempo, porque era necessário sustentar a família. Era preciso ganhar dinheiro, e essa era a sua principal missão. Não tinha a menor dúvida disso. Se ele a conseguisse cumprir, tudo correria bem e a família seria feliz.

E o pequeno foi crescendo. "Pai, algum dia quero ser como tu. Podes ajudar-me nos trabalhos de casa?". "Gostaria muito, meu filho, mas hoje não é possível. Tenho muito que trabalhar. Quando tiveres a minha idade já verás. A vida não é nada fácil. Mas não te preocupes, porque daqui a algum tempo teremos um pouco mais de dinheiro, e eu um pouco mais de tempo. Agora pede à tua mãe. Ela tem mais jeito do que eu para essas coisas".

No dia em que o rapaz fez treze anos agradeceu ao pai: "Obrigado pela bola de futebol. Podemos jogar os dois?". "Infelizmente, hoje não pode ser. Tenho muito que trabalhar. Mas o que não vão faltar são oportunidades". "Que pena, pai. Mas não importa. Um dia quero ser como o senhor. Quero aprender a trabalhar muito".

Anos mais tarde, o filho regressou da universidade. Já era um homem responsável. "Filho, estou orgulhoso de ti. Vamos dar um passeio e falar com calma". "Hoje não posso, pai. Tenho compromissos inadiáveis". "Não importa. Ocasiões não nos vão faltar. Daqui a pouco me aposento e vai-nos sobrar tempo para conversarmos com serenidade".

Um tempo depois, o pai aposentou-se e o filho, já casado, vivia numa casa das redondezas. Resolveu telefonar-lhe: "Filho, gostaria imenso de estar contigo". "Seria ótimo, pai, mas neste momento estou com a corda no pescoço. Tenho trabalho até à ponta dos cabelos que, por sinal, já estão ficando brancos. Quando isto passar, tenho a certeza de que não nos vão faltar oportunidades para pormos a conversa em dia". Ao desligar o aparelho, o pai deu-se conta de que o filho tinha cumprido o seu desejo. Era igual ao seu pai.

Nos dias de hoje, um dos maiores problemas na educação dos filhos é a ausência do pai. A educação, para ser equilibrada, necessita dos dois progenitores. A presença paterna na família é diferente e complementar à materna. A falta de um modelo na educação, masculino ou feminino, implica quase sempre um desequilíbrio naquele que é educado.

À juventude atual, parecem faltar valores que naturalmente compete ao pai transmitir. Como diz I. Iturbe, se a educação dos filhos fosse comparada a um filme, poderíamos dizer que o pai se converte no principal protagonista ao chegar o delicado momento da adolescência. Os filhos tendem a prestar-lhe mais atenção, especialmente se são rapazes. Sentem nesse momento certa confusão e desorientação. Necessitam de um apoio firme e seguro. É isso que procuram no seu pai: um modelo com o qual possam identificar-se. Se o pai está ausente, outros modelos virão ocupar esse vazio, com grande probabilidade de não serem modelos propriamente exemplares.

(Rodrigo Lynce de Faria)