segunda-feira, 24 de março de 2014
sábado, 8 de março de 2014
quinta-feira, 6 de março de 2014
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
ENCONTRO ANUAL DE CASAIS RESPONSÁVEIS DE EQUIPE-2014
Vejam ao lado, as fotos do "EACRE-2014", Encontro Anual de Casais Responsáveis de Equipe, realizado nos dias 22 e 23 de fevereiro, no Colégio Salesianos Santa Rosa, situado em Niterói.
O EACRE contou também com a participação dos Casais Ligação e Sacerdotes Conselheiros Espirituais.
(Clique em cima da foto, para visualizar o álbum)
terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
DIÁLOGO DO PAPA FRANCISCO COM OS NOIVOS
Praça São Pedro – Vaticano
14/2/14
1ª Pergunta : O medo do “para
sempre”
Santidade, muitos, hoje, pensam
que prometer fidelidade para toda a vida é um compromisso muito difícil. Muitos
sentem que o desafio de viver juntos para sempre é bonito, fascinante, mas
muito exigente, quase impossível. Pedimos que sua palavra possa nos iluminar
sobre esse aspecto.
É importante perguntar se é
possível amar “para sempre”. Hoje, muitas pessoas têm medo de fazer escolhas
definitivas, por toda a vida, parece impossível. Hoje, tudo está mudando
rapidamente, nada dura muito tempo. E essa mentalidade leva muitos, que estão
se preparando para o matrimônio, a dizer: “estamos juntos enquanto durar o
amor.” Mas o que entendemos por “amor”? Apenas um sentimento, uma condição
psicofísica? Certo, se é isso, você não pode construir em algo sólido. Mas se o
amor é um relação, então é uma realidade que cresce, e nós podemos ter como
exemplo o modo como é construída uma casa.
A casa se constrói juntos, e não
sozinhos! Construir aqui significa favorecer e ajudar o crescimento. Caros
noivos, vocês estão se preparando para crescer juntos, para construir esta
casa, para viver juntos para sempre. Não queiram fundá-la sobre a areia dos
sentimentos que vêm e vão, mas sobre a rocha do amor verdadeiro, o amor que vem
de Deus. A família nasce desse projeto de amor que quer crescer como se
constrói uma casa, que seja lugar de afeto, ajuda, esperança e apoio. Como o
amor de Deus é estável e para sempre, assim também o amor que funda a família
queremos que seja estável e para sempre. Não devemos nos deixar vencer pela “cultura
do provisório”!
Portanto, como se cura esse medo
do “para sempre”? Cura-se dia por dia, confiando-se ao Senhor Jesus em uma
vida, que se torna um caminho espiritual diário, composto por etapas,
crescimento comum, o compromisso de se tornarem homens maduros e mulheres de
fé. Porque, caros noivos, o “para sempre” não é apenas uma questão de tempo! Um
matrimônio não é apenas bem sucedido se dura, mas é importante a sua qualidade.
Estar juntos e saber amar para sempre é o desafio de esposos cristãos.
Vem-me à mente o milagre da
multiplicação dos pães: também para vocês, o Senhor pode multiplicar o vosso
amor e dá-lo fresco e bom todos os dias. Ele tem uma fonte infinita! Ele vos dá
o amor que é o fundamento de vossa união e cada dia o renova, o fortalece. E o
torna ainda maior quando a família cresce com os filhos. Neste caminho, é
importante e necessária a oração. Peçam a Jesus para multiplicar o vosso amor.
Na oração do Pai-Nosso nós dizemos: “Dá-nos, hoje, o nosso pão cotidiano”. Os
esposos podem aprender a rezar assim: “Senhor, dá-nos hoje o nosso amor
cotidiano”, ensina-nos a amar, a querer bem um ao outro! Quanto mais vocês se
confiarem a Ele, mais o amor de vocês será “para sempre”, capaz de se
renovar-se e vencer todas as dificuldades.
2ª Pergunta : Viver juntos: o
“estilo” da vida matrimonial
Santidade, viver juntos todos os
dias é belo, dá alegria, sustenta. Mas é um desafio a ser enfrentado.
Acreditamos que devemos aprender a nos amar. Há um “estilo” de vida conjugal,
uma espiritualidade do cotidiano que queremos aprender. O Senhor pode nos
ajudar nisso, Santo Padre?
Viver junto é uma arte, um
caminho paciente, bonito e fascinante. Ela não termina quando vocês conquistam
um ao outro… Na verdade, é precisamente aí que se inicia! Esse caminho de cada
dia tem regras que podem ser resumidas em três palavras, que eu já disse para
às famílias, e que vocês já podem aprender a usar entre vós: Permissão,
obrigado e desculpa.
“Posso?”. É um pedido gentil para
poder entrar na vida de outra pessoa com respeito e atenção. É preciso aprender
a pedir: Eu posso fazer isso? Agrada a você que façamos isso? Tomamos essa
iniciativa para educar nossos filhos? Você quer sair essa noite?… Em suma,
significa ser capaz de pedir permissão para entrar na vida dos outros com
gentileza.
Às vezes, usa-se modos um pouco
“pesados”, como as botas de montanha! O verdadeiro amor não se impõe com dureza
e agressividade. Nos escritos de Francisco, encontra-se essa expressão: “Saibam
que a gentileza é uma das propriedades de Deus, é irmã da caridade, que apaga o
ódio e conserva o amor” (cap. 37). Sim, a gentileza preserva o amor. E, hoje,
em nossas famílias, em nosso mundo, muitas vezes violento e arrogante, nós
precisamos muito de gentileza.
“Obrigado”. Parece fácil
pronunciar esta palavra, mas sabemos que não é assim… Mas é importante! Nós a
ensinamos às crianças, mas, depois, a esquecemos! A gratidão é um sentimento
importante. Lembram-se do Evangelho de Lucas? Jesus cura dez leprosos e, em
seguida, apenas um volta para Lhe agradecer. O Senhor diz: e os outros nove,
onde estão? Isso vale também para nós: sabemos agradecer? No relacionamento de
vocês, e amanhã na vida conjugal, é importante para manter viva a consciência
de que a outra pessoa é um dom de Deus, e dar graças sempre. Nessa atitude
interior, agradecer por tudo. Não é uma palavra amável para usar com estranhos,
para ser educado. É necessário saber dizer ‘obrigado’ para caminhar bem juntos.
“Desculpe”. Na vida nós cometemos
tantos erros, tantos enganos. Todos nós. Talvez, haja um dia em que nós não
façamos algo errado. Eis, então, a necessidade de usar esta simples palavra:
“desculpe”.
Em geral, cada um de nós está
pronto para acusar os outros e nos justificarmos. É um instinto que está na
origem de muitos desastres. Aprendamos a reconhecer nossos erros e a pedir
desculpas. “Desculpe-me se eu levantei a voz”. ” Desculpe-me se eu passei sem
cumprimentá-lo; desculpe-me pelo atraso; desculpe-me por estar tão silencioso
esta semana; se eu falei muito e não te ouvi; desculpe-me se eu esqueci”.
Também assim cresce uma família cristã.
Nós todos sabemos que não há
família perfeita, e até mesmo o marido perfeito ou a esposa perfeita. Existimos
nós, os pecadores. Jesus, que nos conhece bem, nos ensinou um segredo: nunca
terminar um dia sem pedir perdão, sem que a paz retorne à nossa casa, à nossa
família. Se aprendermos a pedir perdão e a nos perdoar, o matrimônio irá durar,
irá em frente.
3ª Pergunta: O estilo da
celebração do Matrimônio
Santidade, nestes meses, estamos
nos preparativos para o nosso casamento. O senhor pode nos dar algum conselho
para celebrar bem o nosso matrimônio?
Façam de um modo que seja uma
verdadeira festa, uma festa cristã, não uma festa social! A razão mais profunda
da alegria desse dia nos indica o Evangelho de João: vocês se recordam o
milagre das bodas de Caná? Em um certo momento, o vinho faltou e a festa
parecia arruinada. Por sugestão de Maria, naquele momento, Jesus se revela pela
primeira vez e realiza um sinal: transforma a água em vinho e, assim, salva a
festa de núpcias.
O que aconteceu em Caná há dois
mil anos acontece, na realidade, em cada festa de núpcias: o que fará pleno e
profundamente verdadeiro o matrimônio de vocês será a presença do Senhor que se
revela e dá a sua graça. É a sua presença que oferece o “vinho bom”, é Ele o
segredo da alegria plena, que realmente aquece o meu coração.
Ao mesmo tempo, no entanto, é bom
que o matrimônio de vocês seja sóbrio e faça sobressair o que é realmente importante.
Alguns estão mais preocupados com os sinais exteriores, com o banquete,
fotografias, roupas e flores… São coisas importantes em uma festa, mas somente
se forem capazes de apontar o verdadeiro motivo da alegria de vocês: a bênção
do Senhor sobre o amor de vocês. Façam de modo que, como o vinho em Caná, os
sinais exteriores da festa revelem a presença do Senhor e recorde a vocês e a
todos os presentes a origem e o motivo de vossa alegria.
FONTE: Boletim de Imprensa da
Santa Sé
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
FAMÍLIA: LUGAR DE ACOLHIDA E DESENVOLVIMENTO DA PESSOA
João Carlos Petrini
Dom João Carlos Petrini,é bispo
auxiliar de Salvador (BA). É, sociólogo, e diretor do núcleo de Salvador do
Pontifício Instituto João Paulo II para Estudos sobre Matrimônio e Família
Segundo João Carlos Petrini, a
família ainda continua sendo o espaço da convivência humana que determina toda
a vida da pessoa. Desta forma, os relacionamentos familiares definem o “rosto”
com o qual cada um participa dos demais ambientes.
A família é um espaço de
convivência humana ao qual cada membro pertence. Ela constitui uma rede de
relacionamentos, que definem o “rosto” com o qual cada um participa dos
diversos ambientes que cotidianamente freqüenta, com o qual encontra as outras
pessoas. Para um filho recém-nascido, pertencer a pai e mãe é uma questão
decisiva para o seu desenvolvimento físico e psíquico. Mas, durante todo o arco
da existência, pertencer a uma realidade maior do que si próprio é, de maneira
análoga, fundamental para a pessoa.
Pertencer a um conjunto de
pessoas, que constituem uma família, por meio de vínculos complexos e
profundos, realiza a pessoa como pai ou mãe, como esposo ou esposa, como filho
ou filha, como irmão ou neto ou avô, como homem e como mulher. Os vínculos de
pertença, todavia, foram, muitas vezes, motivo de opressão e abusos nas relações
familiares. Afirmou-se progressivamente o ideal da liberdade, entendida como
autonomia para determinar o próprio percurso de vida. Ampliou-se a
disponibilidade a quebrar os vínculos familiares, entre pais e filhos bem como
entre cônjuges, quando percebidos como limitadores da própria expressividade.
Cabe investigar circunstâncias socioculturais e religiosas que favorecem a
pertença ou a autonomia, procurando identificar a diversidade de valores que
orientam a conduta das pessoas.
Os vínculos familiares realizam
uma relação na qual a pessoa entra com a totalidade de sua existência, de seu
temperamento, de suas capacidades e limites, diferentemente do que acontece com
quase todos os outros ambientes da vida, nos quais se estabelecem relações
parciais, limitadas a capacidades específicas, correspondentes a funções
determinadas.
Um grupo de pessoas é reconhecido
como família quando se configura como uma relação de plena reciprocidade entre
os sexos e entre as gerações. Trata-se de um recíproco pertencer, na maioria
das vezes não simétrico, constituído através de processos de vinculação desenvolvidos
em contextos diádicos.
Essas características qualificam
a família como complexo simbólico importante. Não é por acaso que quando alguém
quer dizer que venceu a estranheza na relação com um ambiente ou com uma pessoa
diz que se tornou “familiar”. O complexo simbólico da família é o primeiro
ponto de apoio, o primeiro cimento da sociedade. Demonstra-o o fato de que a
família é importante também quando a pessoa vive distante, porque está presente
como realidade simbólica que determina o vivido psíquico e o sentido
existencial das pessoas. A família é relação simbólica e estrutural que liga as
pessoas entre si num projeto de vida, que entrelaça uma dimensão horizontal (a
do casal) e uma dimensão vertical (a descendência e a ascendência), que supõe a
geração de filhos. A família permanece o símbolo concreto de que cada pessoa
humana tem um lugar no mundo, não está condicionada a puros interesses ou
instâncias de poder. De um lado, o complexo
simbólico familiar tem ampla difusão e consideração positiva, por outro,
parece perder seus contornos, uma vez que a família é assimilada, às vezes, a
qualquer forma de convivência sob o mesmo teto.
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
Noite de Discernimento
Estaremos participando hoje, dia 29, em Niterói, de uma Celebração para a escolha do novo Casal Reponsável pela Região Rio IV, Província Leste. Solicitamos as orações de todos os Casais e Conselheiros por esse momento tão importante para a nossa Região.
Tereza e Reizinho-Casal Responsável da Região Rio IV.
domingo, 26 de janeiro de 2014
EUCARISTIA E VIDA CONJUGAL
Na epístola aos
efésios o apóstolo Paulo dimensiona a grandeza do matrimônio cristão, relacionando-o
à união espiritual entre Cristo esposo e a Igreja, neste sentido Ele diz:
"Esse sacramento é grande, mas o digo em relação a Cristo e a Igreja"
(Ef. 5, 32). E de tal modo a Igreja está unida a Cristo que não pode separar-se
dele sem perder sua própria identidade. Essa união se realiza de tal modo na
Eucaristia, que realmente nos tornamos com Cristo um só corpo e um só espírito,
assim como no matrimônio se tornam uma só carne.
De fato tudo o
que se pode dizer de Cristo esposo, pode-se também dizer de todo esposo
cristão. Isto é, que Ele amou até o ponto de dar a vida; de cuidar da Igreja
esposa, de aperfeiçoá-la dando de si mesmo. Igualmente tudo o que se pode dizer
da Igreja esposa, pode-se dizer de qualquer esposa. Isto é, a Igreja é solicitada
por Cristo, é inflamada com anseios de realizar a vontade de Cristo, assim como
toda esposa deve dar-se de tal modo que descubra a verdadeira felicidade de
fazer o esposo feliz. Sendo assim, o casal cristão encontra na Eucaristia a
fonte única, capaz de nos realizar no verdadeiro amor.
Toda espiritualidade
conjugal é centrada no mistério do Cristo que perpetuamente se imola e se doa no
sacrifício do altar. Assim jorra uma fonte inextinguível de amor que sai do coração
de Deus e inflama os nossos próprios corações na Eucaristia. Como ser um sinal
do amor de Deus? Como ser uma só carne sem que antes nos tornemos com Ele uma
só carne? Por ocasião da festa do Corpo de Deus que acabamos de celebrar, seria
proveitoso que os casais cristãos meditassem e aprofundassem sua própria
relação conjugal aprofundando- a também na sagrada comunhão.
Há poucos dias, se me
permitem dar um exemplo, percebi na paróquia, durante a santa missa, que um
casal após comungar deram-se as mãos e juntos fizeram sua ação de graças. Quase
consegui ver a intensidade do amor de Cristo unindo e tornando-se o selo desse
amor conjugal. Que a Eucaristia, mistério de unidade, seja amada, honrada e
considerada a pedra de toque de todo edifício conjugal e familiar.
Pe. João Luís
Franco Assumpção
Sacerdote Conselheiro Espiritual da Equipe 12 – Setor
Niterói A e da Equipe 12 – Setor Lagos (Região Rio IV, Província Leste)
Publicado no
Informativo “ENFOQUES”, Região Rio IV ANO VI – n0 35 – Maio / Junho - 2011
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
ASSIM NOS FALOU PE. CAFFAREL
“Sejam Santos...”
A santidade até há
pouco parecia exigir a fuga do mundo, mas agora sempre mais reivindica seu
lugar no coração do mundo. O cristão não considera a realidade temporal como
algo a ser sacrificado em função de um bem maior; mas como algo que precisa ser
retomado e inserido na grande corrente que deve levar a criação toda na direção
de Deus. [...] Seria ingenuidade, porém, acreditar que essa evangelização do
temporal possa ser feita sem confrontos nem combates. A realidade temporal
ainda é, de maneira terrível, feudo do “príncipe deste mundo”, que não pretende
soltar sua presa! Imagina alguém que o mundo do trabalho poderá ser levado a
Cristo sem um duro esforço, ou que o mundo do capital possa ser facilmente
convertido ao Evangelho? E o mundo da política, e o da ciência, e o da arte?
Essa conquista da natureza pela graça exige que a santidade esteja presente por
toda a parte no mundo moderno. Aí está todo o problema: teremos santos leigos
(santos... fique claro: homens totalmente entregues a Cristo, habitados pela
caridade, movidos pelo Espírito), operários, camponeses, industriais que sejam
santos, políticos que sejam santos, artistas que sejam santos?
Padre
Caffarel escreveu essas linhas vinte anos antes do Concílio Vaticano II, que
inculcou com muita força essa vocação de todos os batizados à santidade. Esse
foi o objetivo de toda a sua ação apostólica: levar os leigos à santidade.
Primeiramente entre jovens, com os quais se ocupou durante os primeiros anos de
seu ministério, antes da guerra de 1940. Depois com os casais que reuniu no
Movimento das Equipes de Nossa Senhora. Finalmente com todos aqueles, de todos
os estados de vida, que acorriam a Troussures, para sob sua direção fazer uma
semana de oração.
[...]
Qual o caminho para chegar até a santidade? Em primeiro lugar os sacramentos da
Igreja e, principalmente, a Eucaristia.
Nossos cristãos de 1958 (e continua sendo
assim em 2012) sabem, é claro, que podemos comungar todos os dias; essa é,
pensam eles uma devoção edificante; mas os melhores, mesmo os militantes, no
seu conjunto terão eles compreendido, ou chegaram mesmo a perceber que o regime
normal do cristão normal é a comunhão cotidiana?
E
existe um outro alimento, não menos necessário que a Eucaristia para o
organismo espiritual do cristão: a Palavra de Deus. Nosso amor a Deus, para
continuar vivo, exige fé viva, um conhecimento vivido.
Ora, o meio privilegiado para termos uma fé
viva é deixar que penetre em nós a Palavra de Deus viva, criadora e recriadora.
Contudo
a Eucaristia e a Palavra não produzirão em nós seus efeitos vitais e
transformadores a não ser que nossa alma esteja irrigada pela oração interior.
[...] Pe. Caffarel dedica tanto esforço a levar os cristãos à oração, e a essa
forma eminente de oração que é a oração interior. Por isso ele dava este brado
de alarme:
O que me parece faltar
à comunidade cristã e a seus membros é a vitalidade. [...] Penso que a causa
dessa inquietante anemia está no descuido dos cristãos pela oração e,
principalmente, por essa forma, face a face com Deus, que se chama oração
interior. Naqueles que a negligenciam, fica como que entravada a eficácia da
Palavra de Deus e dos sacramentos.
Uma vez que não vão
haurir, pela oração, da força divina, esses cristãos acabam não tendo forças
para a ação; porque não contemplam as grandezas de Deus, acovardam-se; porque
não se elevam até os pensamentos de Deus, eles não têm senão uma visão míope
dos problemas do mundo; porque não se conectam com a energia criadora, não têm
nenhuma eficácia. Em uma palavra, quando não praticam a oração os cristãos
continuam presos a um estágio infantil.
(Do livro “Orar 15 dias
com Henri Caffarel”)
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
MARIA É A MÃE DA IGREJA
Maria é a Mãe da Igreja por ser a Mãe de Cristo,
Cabeça da Igreja, que é o seu Corpo Místico, Maria é também Mãe da Igreja.
Durante o Concílio Vaticano II, o Papa Paulo VI declarou solenemente que:
‘Maria é Mãe da Igreja, isto é, Mãe de todo o povo
Cristão, tanto dos fiéis como dos pastores’ (21/11/64). Em 30/06/68, no Credo
do Povo de Deus, ele repetiu essa verdade de forma ainda mais forte: “Nós
acreditamos que a Santíssima Mãe de Deus, nova Eva, Mãe da Igreja, continua no
Céu a sua missão maternal em relação aos membros de Cristo, cooperando no
nascimento e desenvolvimento da vida divina nas almas dos remidos”.
A presença da Virgem Maria é tão forte e
indissociável do mistério de Cristo e da Igreja, que Paulo VI no discurso de
21/11/64 afirmou que: “O conhecimento da
verdadeira doutrina católica sobre a Bem” aventurada Virgem Maria continuará
sempre uma chave para a compreensão exata do mistério de Cristo e da Igreja”.
Conhecer Maria “segundo a doutrina católica”
é conhecer Jesus e a Igreja, pois Maria foi peça chave, indispensável,
no Plano de Deus para a Redenção da humanidade. “Na plenitude dos tempos, Deus
mandou o seu Filho, nascido de uma mulher,… para que recebêssemos a adoção de
filhos” (Gal 4,4).
Ou como diz o Símbolo Niceno Constantinopolitano,
falando de Jesus: O qual, por amor de nós homens e para nossa salvação desceu
dos céus e se encarnou pelo poder do Espírito Santo no seio da Virgem Maria.
Desde os primeiros séculos do Cristianismo Maria é reconhecida e chamada pelos
cristãos de Mãe de Deus Theotokos. Desde o final do século dois, os cristãos do
Egito e do norte da África, onde havia mais de 400 comunidades cristãs, já a
invocavam como Mãe de Deus, na oração que talvez seja a mais antiga que a
Igreja conheça: Debaixo de Vossa proteção nos refugiamos Santa Mãe de Deus, não
desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de
todos os perigos, Virgem gloriosa e bendita. Para cumprir a missão
extraordinária de Mãe de Deus, Maria foi enriquecida por Deus com todas as
graças, e de modo especialíssimo com a graça de nunca conhecer o pecado: nem o
original e nem o pessoal. Foi concebida no seio de sua Mãe, santa Ana, sem a
culpa original.
O dogma da Imaculada Conceição de Maria,
reconhecido pela Igreja desde os primeiros séculos, foi proclamado solenemente
pelo Papa Pio IX, em 8/12/1854, através da Bula “Ineffabilis Deus” : Nós
declaramos, decretamos, e definimos que … em virtude dos méritos de Jesus
Cristo … a bem aventurada Virgem Maria foi preservada de toda mancha do pecado
original no primeiro instante de sua conceição… Nas aparições a Santa Catarina
Labouré, em Paris, em 1830, Maria ensinou lhe a conhecida oração que foi
cunhada na Medalha Milagrosa: “Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que
recorremos a Vós.”
Em 1858, quatro anos após a solene declaração do
Papa Pio IX, Ela mesma revelou seu nome a Santa Bernadete, em Lourdes: Eu sou a
Imaculada Conceição. Por isso, o último santo Concílio a chamou de: Mãe de Deus
Filho, e, portanto, filha predileta do Pai e sacrário do Espírito Santo (LG,
53). E ainda registra o Santo Concílio Vaticano II que: Com este dom de graça
sem igual, ultrapassa de longe todas as outras criaturas celestes e terrestres
(idem). E repete as palavras de Santo Agostinho: Verdadeiramente mãe dos
membros de Cristo… porque com o seu amor colaborou para que na Igreja nascessem
os fiéis, que são membros daquela Cabeça. E mais: Por esta razão é também
saudada como membro supereminente e absolutamente singular da Igreja, e também
como seu protótipo e modelo acabado da mesma, na fé, e na caridade; e a Igreja
católica, guiada pelo Espírito Santo, honrar como Mãe amantíssima, dedicando
lhe afeto de piedade filial (LG,53). E o Sagrado Concílio reconhece que Maria:
… na Santa Igreja ocupa o lugar mais alto depois de Cristo e o mais perto de nós
(LG,54).
Maria é aquela Mulher que atravessa toda a história
da salvação do Gênesis ao Apocalipse.
Ela é a Mulher que vence a Serpente, que havia vencido a mulher: “Porei odio
entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a
cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar ” (Gen 3,15). Quando Jesus chama a sua Mãe
de Mulher, é para nos indicar quem é a grande Mulher predileta de Deus: Jo 2,4 Mulher, isto compete a nós ? Minha hora ainda
não chegou. Jo 19,26 Mulher, eis aí teu
filho. Maria é a Virgem que o profeta anunciou que haveria de conceber e dar à
luz um Filho, cujo nome é Emanuel (cf Is 7,14; Mq 5,23 ; Mt 1,2223). Pela
primeira virgem entrou o pecado na história dos homens, e com ele a morte (Rom
6,2); pela nova Virgem entrou a salvação e a vida eterna. Foi ela quem deu a
carne ao Filho de Deus, para que mediante os mistérios da carne libertasse o
homem do pecado (LG,55). Sem isto Cristo não poderia ser o grande e eterno
Sacerdote da Nova Aliança.
Eis aí o papel indispensável de Maria. Como diziam
os Santos Padres: Maria não foi instrumento meramente passivo nas mãos de Deus,
mas cooperou na salvação dos homens com fé livre e com inteira obediência (LG,
56). Quis, porém, o Pai das misericórdias que a Encarnação fosse precedida da
aceitação por parte da Mãe predestinada, a fim de que, assim como uma mulher
tinha contribuído para a morte, também outra mulher contribuísse para a vida
(idem).
Os Santos Padres disseram:
O laço da desobediência de Eva foi desfeito pela
obediência de Maria; o que a virgem Eva atou com sua incredulidade, a Virgem
Maria desatou pela fé (S. Ireneu).
E ainda, disse S. Jerônimo :
A morte veio por Eva, a vida por Maria.a minha
igreja pq
A união de Maria com Jesus, na obra da Redenção,
acontece desde a Encarnação até o Calvário. Assim foi na visita a Isabel (Lc1,
4145), no nascimento na gruta de Belém, na apresentação no Templo diante de
Simeão (Lc 2, 3435), no encontro entre os doutores (Lc 2, 4151). Na vida
pública de Jesus, Maria logo se manifesta nas bodas de Caná, antecipando a hora
dos milagres (Jo 2,11), revelando se a mãe de misericórdia e intercessora
nossa. Durante a pregação de Jesus, recolhia as suas palavras e guardava tudo
no coração (Lc 2,19 e 51). E assim ela foi avançando no caminho da fé e manteve
fielmente a sua união com o Filho até a cruz, onde estava, por vontade de Deus,
de pé (Jo 19,25), oferecendo ao Pai por cada filho. Com Jesus ela sofreu profundamente.
Como disse alguém, Jesus sofreu a Paixão, Ela a compaixão. A espada predita por
Simeão atravessou lhe inteiramente a alma.
Assim se expressou o Santo Concílio:
Sofreu profundamente com o Unigênito e associou se
de coração materno ao seu sacrifício, consentindo amorosamente na imolação da
vítima que ela havia gerado; finalmente, ouviu estas palavras do próprio Jesus
Cristo, ao morrer na cruz, dando ao discípulo por Mãe: mulher, eis aí o teu
filho (Jo 19,2627),(LG,62). Após a Ascensão do Senhor ao céu vemos Maria com os
seus discípulos, aguardando a vinda do Prometido do Pai, implorando com suas
orações a chegada do Espírito Santo :Todos eles perseveravam unanimemente na
oração; juntamente com as mulheres, entre elas Maria, mãe de Jesus, e os irmãos
dele (At 1,14). E, finalmente, terminando a sua vida terrena, ela que fora
preservada de toda mancha do pecado, Foi levada à glória celeste em corpo e
alma, e exaltada pelo Senhor como Rainha do Universo, para que se parecesse
mais com o seu Filho, Senhor dos Senhores (cf Ap 19, 16) e vencedor do pecado e
da morte (LG 59).
Maria não substitui a Mediação única de Cristo
diante do Pai.
São Paulo deixou claro:
Porque há um só Deus, também há um só mediador
entre Deus e os homens, Cristo Jesus, verdadeiro homem que se ofereceu em
resgate de todos (1 Tm 2,56). A função maternal de Maria acontece por livre
escolha de Deus e não por necessidade intrínseca e se realiza pelos méritos de
Cristo e de sua mediação única, e dela depende absolutamente em toda a sua
eficácia; isto é, sem o sacrifício redentor de Cristo, a função de Maria como
medianeira, não seria possível. Portanto, Maria, longe de impedir o contato dos
seus filhos com o Filho, o facilita ainda mais. Logo, Maria jamais substitui a
única e indispensável mediação de Jesus diante do Pai, mas coopera com ela para
o bem de seus filhos.
No céu
garante a Igreja Maria continua a
sua missão de Intercessora para obternos os dons da salvação eterna. Com seu
amor de Mãe, cuida dos irmãos de seu Filho, que ainda peregrinam e se debatem
entre perigos e angústias, até que sejam conduzidos à Pátria feliz (LG, 62).
Sem nada diminuir ou acrescentar à exclusividade de Cristo, Mediador único,
Maria é invocada pelos seus filhos com os títulos de Advogada, Medianeira,
Auxiliadora dos Cristãos, Refúgio, Consoladora, Porta do Céu, e muitos outros.
Por todas essas razões a Igreja presta, e sempre prestou, um culto especial a
Maria, Mãe de Deus.
Não um culto de adoração (latria), que só é devido
a Deus (Pai, Filho e Espírito Santo), mas um culto de hiperveneração
(hiperdulia). O Sagrado Concílio ensina deliberadamente essa doutrina católica
e exorta ao mesmo tempo todos os filhos da Igreja a que promovam dignamente o
culto da Virgem Santíssima, de modo especial o culto litúrgico; e que tenham em
grande estima as práticas e os exercícios de piedade que em sua honra o
magistério da Igreja recomendou no decorrer dos séculos (LG, 67).
E o santo Concílio adverte :
Recordemse os fiéis de que a devoção autêntica não
consiste em sentimentalismo estéril e passageiro ou em vã credulidade, mas
procede da fé verdadeira que nos leva a reconhecer a excelência da Mãe de Deus
e nos incita a um amor filial para com a nossa Mãe, e à imitação das suas
virtudes (LG, 67).
A Virgem Maria sempre deu provas claras do seu amor
maternal à Igreja, especialmente nos momentos em que esta foi ameaçada.
Quando, por exemplo, em 1571, a civilização cristã
estava em risco na Europa, devido ao ameaçador avanço dos mulçumanos, o Papa S.
Pio V implorou a proteção de Maria em favor do povo cristão, pedindo que a
Virgem afastasse, de uma vez por todas, os perigos do islamismo.
No dia 07/10/1571, na grande e decisiva batalha de
Lepanto, na Grécia, as tropas dos príncipes cristãos venceram definitivamente
os turcos otomanos.Para agradecer à Mãe da Igreja essa vitória insigne, o Papa
mandou incluir na Ladainha Lauretana a invocação, Auxiliadora dos Cristãos,
Rogai por nós, e definiu o dia 7 de Outubro como o dia de Nossa Senhora do
Rosário, em agradecimento e homenagem à proteção dada à Igreja.
Outro fato marcante da providência da Mãe e
Auxiliadora, se viu quando o imperador Napoleão Bonaparte mandou prender o Papa
Pio VII, que não quis aprovar a anulação do seu casamento com Josefina. Na
noite de 5 a 6 de julho de 1809 Napoleão mandou prender o Papa em Savona
(Itália do Norte), que foi submetido a vexames por parte do imperador. Em 1812
o Papa foi transferido para a cadeia de Fontainebleau perto de Paris. Em todo o
seu sofrimento o Papa se recomendou aos cuidados de Nossa Senhora, Auxiliadora
dos Cristãos. Em 10/03/1814, já vencido pelos inimigos, Napoleão deu liberdade
ao Papa, que neste dia partiu para Roma, onde chegou em 24 de maio, passando
por Savona. Nesta cidade coroou Nossa Senhora com uma coroa de ouro, em
agradecimento de sua libertação. No dia 24 de maio, ao chegar em Roma,
instituiu a festa de Nossa Senhora Auxiliadora, dia do seu regresso a Roma.
Poucos dias depois, em 11/04/1814, no mesmo Castelo
de Fontainebleau, onde mandara prender o Papa, Napoleão era obrigado a abdicar
do trono da França. Em 18/06/1815 era vencido na batalha de Waterloo e
deportado para a ilha de Santa Helena.
Gostaríamos de recomendar aqui a leitura do livro A
Mulher do Apocalipse (Loyola, 1995) onde procuramos sintetizar a doutrina
católica sobre Maria; e o grande livro de São Luiz de Montfort, O Tratado da
Verdadeira Devoção à Virgem Santíssima, a fim de conhecer melhor e amar mais a
Mãe da Igreja e nossa Mãe.
Prof. Felipe de Aquino
Retirado do Livro: ‘A Minha Igreja’
quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
Celebração de Natal - 2013
Janio e Jane -Casal Anfitrião
Com grande alegria, nos reunimos na residência de Jane e Janio, para juntos com nossos filhos, genros e noras, e também nosso Sacerdote Conselheiro Espiritual e do Casal Ligação Vilma e Ivan e filho, celebrarmos o nascimento daquele que é a razão da nossa caminhada, Jesus Cristo.
Vejam ao lado, as fotos da nossa Celebração e confraternização (clique em cima da foto para visualizar o álbum).
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