domingo, 6 de maio de 2012

"A ORAÇÃO DO CASAL"



Homem e mulher que deixam pai e mãe partem rumo ao belíssimo desafio da vivência da unidade, contam com a graça de estado do matrimônio. “Aquilo que Deus uniu, não o separe o homem” (Mc 10,9).
Só Deus é uno, só a Ele pertence o caráter de ser único, portanto somente Deus pode transmitir a unidade aos que O buscam e n’Ele crêem... “Que todos sejam um; como tu ó Pai, estás em mim e eu em ti, que também eles estejam em nós” (Jo 17,22).
O matrimônio é um sacramento celebrado pelos cônjuges e abençoado pela Igreja, na pessoa do sacerdote. Porém, é essencial que ambas as partes, homem e mulher, tomem consciência de que, desde a bênção nupcial, a unidade entre eles se faz perfeita.
Percebe-se então, com clareza, que esse sacramento não é uma sociedade humana. Tampouco o é um reconhecimento, por parte da Igreja, de um casal que já vivia junto e passa a viver sob a bênção de Deus.
Desde o princípio, o homem e a mulher foram criados para serem unidos e viverem o mistério da unidade em Deus. Unidade semelhante àquela vivenciada pela Santíssima Trindade. É a experiência mística de aprender a amar ao seu “próximo mais próximo”, como a si mesmo.
Nesse relacionamento, onde Deus gera a unidade, existe continuamente uma batalha espiritual a dois. Um cônjuge está sempre erguendo o outro no momento de uma possível queda, pois Deus nunca permite que ambos caiam ao mesmo tempo.
Os cônjuges vêem a imagem de Jesus Cristo nas suas faces e assim aprendem a amar-se. No entanto, se existe uma batalha espiritual no relacionamento matrimonial, se o inimigo de Deus tenta de todas as maneiras destruir os casamentos, faz-se necessário que os esposos estejam sempre muito bem armados para se defenderem.
No mundo hodierno, dificilmente os cônjuges têm a consciência do que é o matrimônio. Normalmente, quando surge uma situação mais difícil ou mesmo uma pequena discordância de idéias, ambos reagem humanamente, tantas vezes assumindo posturas precipitadas, ignorando as armas que Deus põe em suas mãos, por ocasião do casamento.
Os casais têm a missão de fazer seu matrimônio cada vez mais santo. Para que esse objetivo seja atingido, faz-se necessário uma labuta incansável, uma lapidação da pedra bruta, do diamante, para que ele, transformando-se em brilhante, reflita Jesus Cristo para todos os que o cercam e d’Ele têm sede.
A vida espiritual é dinâmica. O Espírito Santo é a Espada Santa de todo casal. Quantas palavras incompreendidas e duras podem ser trocadas entre os esposos que ainda não sabem que sua união é sinal vivo e eficaz de Jesus!
Portanto, um casal precisa orar junto, tendo em vista o carisma de sua unidade. Homem e mulher, tornados um pelo sacramento do matrimônio, necessitam rezar. Essa oração não pode ser apenas pessoal, ela precisa acontecer no casal. A perfeita unidade da alma e do corpo cultiva-se pela oração.
Quantas vezes os casais propagam sua unidade intelectual e de corpos, mas não experimentam ainda a união de suas almas! Uma harmonia perfeita no casamento deve ser fundada, alicerçada em Jesus.
O casal que, reconhecendo sua pequenez enquanto pecadores, mas sua grandeza por sua filiação divina, coloca-se totalmente carente e despojado diante da única e verdadeira fonte de amor e sabedoria e lá derrama suas almas, viverá plenamente as graças de sua unidade. “Quando dois ou mais estiverem reunidos em meu nome, eu estou no meio deles” (Mt 18,20).
A oração do casal leva-o a perceber que seu matrimônio não se situa mais no plano humano. Esse modo de orar aprofunda pois a unidade do casal no mistério da unidade divina.
Se a oração do casal é algo tão maravilhoso, frutuoso e que tanto agrada ao coração de Deus, por que não acontece sempre? Muitas vezes, sob a desculpa de sono ou cansaço, os cônjuges são confundidos pelo inimigo de Deus e as justificativas, parecendo legítimas, adiam ou impedem que a graça se derrame mais e mais sobre os esposos.
Um casal unido em Jesus terá uma família fundada na Rocha. Satanás tenta impedir essa harmonia. Ao casal cabe enfrentar essa batalha, com a Espada Santa do Espírito e prostrar-se diariamente aos pés da cruz do seu Redentor, para clamar por sabedoria e unidade, gemer pela graça de poder perdoar-se mutuamente e acima de tudo de se amar de modo verdadeiro.
Os esposos que oram juntos, que recebem a Eucaristia em conjunto, fazem frutificar seus talentos e nutrem-se espiritualmente. Não mais caminharão tendo o mundo e seus valores como modelo, mas Cristo e, com destemor, enfrentarão todas as batalhas e desafios advindos do fato de viverem no mundo, sem a ele pertencerem.

Maria Adília Ramos de Castro.

terça-feira, 1 de maio de 2012

"A importância da oração"

Repleta de significado a assertiva de Carlos de Foucauld: “Se rezamos mal, ou se não rezamos bastante, somos responsáveis por todo o bem que poderíamos ter feito e que não fizemos”. O cristão deve se tornar uma verdadeira e viva oração, pois esta não se resume nas preces feitas, mas deve envolver todos os gestos e ações. São Paulo foi claro: “Quer comais, quer bebais, fazei tudo para honra e glória de Deus” (1 Cor 10,31).

É preciso realizar todas as tarefas em espírito de oração. Deste modo, a oração cristã se estende pelo universo todo numa sinfonia coletiva para o louvor ao Ser Supremo. Trata-se da globalização da oração. O que se esquece muitas vezes é que a prece individual é uma parcela do todo eclesial. Membros do Corpo Místico de Cristo é em Jesus, por Jesus, com Jesus que o batizado ora, unido assim a toda a Igreja orante. Cristo é a Oração substancial e nele as preces de cada um têm um valor maravilhoso. Todo epígono do Redentor precisa ser um profissional da oração. Cumpre orar pelas próprias necessidades em união com os que rezam, orando em nome de todos que não rezam! Jesus afirmou: “Sem mim nada podeis fazer” (Jo 15,5). Por isto, como dizia Santo Agostinho, somos os mendigos de Deus. Por outro lado há inúmeros que não sabem quão suave e benéfico é orar e não levantam os olhos para o Onipotente. Falta-lhes o oxigênio espiritual e por isto jazem mortos nos vícios.

Por tudo isto a oração de quem reza deve ser um olhar para a complacência divina. Então as orações não se transformam num nevoeiro de uma recitação fastidiosa. Deixar que o olhar de Jesus penetre as profundezas do ser e acatar o que ele vai pedir seja corrigido e o fazer imediatamente. O fervor do desejo de agradar a Deus é o cerne da prece bem feita. Santa Ângela de Foligno ensinava: “Nossas orações devem ser clamores interiores, violentos, potentes, repetidos que arrancam à força as graças das entranhas do Pai Celeste”. Além disto, orar não é apenas pedir, invocar auxílio, é contemplar. Contemplar é vir a ser um outro Cristo, pois a prece verdadeira é transformante. Disto tudo resulta também a espontaneidade com que, nas preces individuais, se deve dirigir a Deus. O próprio Espírito Santo inspira o modo certo de se falar com o Onipotente. Além disto, nunca se insiste demais de que a oração não pode ser um ato apressado, corrido, desatento, dado que é uma homenagem e não um insulto. Para isto se faz indispensável o Dom da Sabedoria que leva a degustar a união com Aquele “no qual existimos, nos movemos e somos” (Atos 17,28). Deste modo, a oração fica impregnada de franqueza e toda insinceridade é alijada, uma vez que o formalismo e toda e qualquer artificialidade são banidos.

É de bom alvitre que o cristão tenha seu horário especial para orar: pela manhã, consagrando o novo dia ao Senhor; nos momentos de folga do trabalho, no decorrer das horas e à noite, visando agradecer tudo que se recebeu em mais uma jornada nesta terra. Ao estar sempre na presença de Deus o fiel transforma todos os seus atos em preces, mesmo porque em qualquer circunstância cada um está sempre a serviço do próximo, que é o próprio Jesus (Mt 25,45). Aliás, o Apóstolo Paulo ensinava que a piedade é “útil para tudo tendo a promessa da vida presente e da futura” (1 Tm 4, 8). Nunca a oração feita com devoção fica sem resposta. No momento oportuno Deus atenderá a quem reza com insistência e, muitas vezes, a melhor resposta divina é a fortaleza interior para se suportar com paciência as turbulências da existência terrena. Com propriedade se exprimiu Carlyle: “Ninguém fará algo no mundo visível se não pedir conselho ao Invisível”. Nada engrandece mais o ser racional do que cumprir esta sua missão cultual no mundo, mesmo porque, como ensinou Bossuet, “o homem está colocado à frente da natureza visível para ser o adorador na Natureza invisível”.



sábado, 28 de abril de 2012

CASAL RESPONSÁVEL DE EQUIPE

Rose e Geraldo - Casal Responsável da Equipe 01, Nossa Senhora da Assunção

Escrever uma pequena reflexão sobre aquilo que é o Casal Responsável de Equipe apegando-me aos textos ou documentos das equipes talvez não acrescentasse nada de novo já que todos nós conhecemos aquilo que está nos estatutos. Então pensei em fazer uma reflexão a partir da mística que deve estar por detrás do casal responsável da equipe, mas também da própria equipe.

A equipe é a celula base do movimento das ENS e dentro de cada equipe cada ano se elege dentro do seu seio, um casal responsável. Este casal deve encorajar e estimular a oração, os esforços e as ações dos outros casais. Ao longo do ano, eles asseguram o bom desenvolvimento da vida da equipe, além de manter uma relação muito estreita com o casal ligação.

Mas, sem duvida, nada disso teria um sentido se nós não entendessemos a exigência que Deus nos faz como equipistas e, claro, neste caso especifico, como Casais Responsáveis de Equipe, exigência expressada para os equipistas como o amor incondiconal à familia: a primeira Igreja é a doméstica. Um outro passo que acredito seja importante dentro deste serviço é o de contemplar no humano a presença de Deus... aqui é preciso entender a ascese das ENS. Entenderemos aqui por ascese o esforço praticado tendo em vista um aperfeiçoamento. Digamos então que temos a obrigação de olhar em cada um dos outros membros da equipe a presença de Deus e isso já seria motivo para adorar e amar os nossos irmãos de equipe já que neles está à presença de Cristo, o próprio Deus que vem ao nosso encontro, mas sem dúvida isto só poderá ser realizado a quem realmente entendeu o significado do Mistério, do fato de ser equipista: Deus está aqui!!!!

A consciência contemplante cresce na medida em que nosso relacionamento fraterno aumenta em laços sólidos e profundos, não basta estar do lado do outro é necessário estar COM o outro, PELO outro, NO outro (com, por, em Cristo). Este primeiro passo é condição, antes que uma provocação: “quem disse que ama a Deus e não ama o seu irmão é um terrível mentiroso.”

Observemos a importância que tem este simples ato de presença. O estar diante do Senhor, em ato de adoração passa primeiro pelo OUTRO, como dom dessa presença gratuita e misteriosa.

A palavra Contemplar pode ser dividida assim: Com Templar, é o ato de tirar fio, afiar, amolar, tirar ponta. O ato de contemplar está ligado ao entrar dentro: penetrar...

A contemplação, antes de tudo é uma ação antes de um estado. Daí que o ser casal responsável de equipe não seja simplesmente uma função como tal, mas é um ato de olhar nos outros membros da equipe essa presença viva de Deus. Mas antes de tudo, ser essa presença e essa contemplação no meio dos seus irmãos. É ai que está o sentido profundo de realmente ser responsável de uma equipe, que é mais do que um serviço é uma missão: a de levar toda a equipe a fazer uma experiência profunda do amor de Deus nas suas vidas, na parte pessoal, conjugal e familiar.

O olhar contemplativo de Pe. Caffarel é o útero onde nascerá todo equipista que realmente quer se tornar discípulo-missionário. Das gotas dessa contemplação, o DNA do agir do nosso ser equipistas, da vivência do Evangelho, para com isso alcançar a santidade conjugal.

Então, é necessário descobrir que o Carisma que o Pe. Caffarel nos transmite é mais que um estado de enamoramento, é antes de tudo um jeito de amar. De nada serve ser equipistas discípulos-missionários, se não fazemos Jesus Cristo conhecido e amado.




Pe. Eulalio A. Piñón fdcc

SCE Equipe 4 - Setor C Niteroi

SCE Equipe 9 - Setor Piabetá





quarta-feira, 11 de abril de 2012

PARTILHA DOS PCE




“A PARTILHA sobre os Pontos Concretos de Esforço não é um exame de consciência, nem a constatação de um sucesso ou de um fracasso, mas uma releitura dos esforços necessários para progredir na vida espiritual”.
(Guia das ENS, 30)

Tendo em vista as dificuldades dos equipistas em relação à Partilha dos PCE, a Super-Região Brasil estimula-nos, no corrente ano, ao estudo aprofundado do Documento “Mística dos PCE e Partilha”. Sendo assim, faremos algumas colocações sobre o assunto, apenas como incentivo para uma leitura mais detalhada e profunda do referido documento.
As ENS nos apresentam três aspectos importantes que estão intimamente ligados entre si e que são vivenciados por nós equipistas (ou deveriam ser) em nossa caminhada de conversão: PARTILHA, AJUDA MÚTUA e VIDA DE EQUIPE.
A PARTILHA é o coração da Reunião de Equipe porque é guiada pelo Espírito Santo e porque é um momento privilegiado de ajuda mútua espiritual.
A PARTILHA resulta da fidelidade ao que somos. É o lugar e o momento em que cada um assume o outro. As ENS agrupam-nos em pequenas comunidades, onde cada um deve se comprometer com o outro, partilhando nosso projeto cristão, realizando assim, um sinal de que a equipe quer ser uma comunidade viva, onde todos estão empenhados na busca da santificação.
Temos necessidade de PARTILHAR para criar e construir a comunidade. Essa comunidade não pode existir somente pelo fato de que um grupo de pessoas se reúne regularmente. A comunidade se cria, mas ela também se destrói...
Ela se cria quando partilhamos nossa vida, quando realizamos juntos uma busca de conversão, quando nos ajudamos, quando colocamos em comum o dom de Deus que recebemos (a vida). Ela se destrói quando não fazemos nada disso, quando nosso encontro é superficial, uma reunião de amigos (apenas).
A Partilha atinge o seu sentido mais profundo quando, em comunidade, se partilha o que se preparou individualmente ou em casal. Para facilitar essa preparação, cada cônjuge, vai respondendo algumas perguntas:
* Como está o meu relacionamento com Deus?
٭ Quanto tempo eu dedico à Escuta da Palavra?
٭ Consigo perceber os apelos que Deus me dirige (na Meditação)?
٭ Que conclusões chegamos em nosso Dever de Sentar-se e que medidas tomamos para realizar essas conclusões?
٭ Como a Oração Conjugal nos ajuda a atingirmos os nossos objetivos de Vida?
٭ Que consequência de tudo isso pode gerar uma Regra de Vida? Eu me esforço para me corrigir?
* Me esforço e me preparo para ir ao Retiro?
A Partilha não é “Co-participação” nem “Oração”, porém está um pouco entre as duas. Tem a dinâmica do pôr em comum e deve ser feita em clima de oração, aproveitando o estado de espírito criado pela oração de cada um. Não se trata de um momento para gracejos, não é momento para ironizar o que o outro fala. Aliás, em nenhum momento da RE deve acontecer esse tipo de atitude. Acima de tudo deve ser um momento de misericórdia, de praticar uma escuta profunda, consciente da presença do Senhor no meio da Equipe que se reúne em Seu Nome. A Partilha é de responsabilidade do CRE.
Esse momento importantíssimo não é um simples ato formal a cumprir, não importa como, só porque faz parte da Reunião Mensal de Equipe; antes de tudo, trata-se de algo completamente diferente: é um exercício de ajuda mútua no seio da equipe, que a torna mais forte, que a ajuda e que a estimula. Nesta caminhada, Deus e os irmãos de Equipe são escutados no íntimo do coração; cada um deve colocar-se no lugar do outro, mostrar compreensão e fazer, se necessário, uma ajuda fraterna, com o respeito e a atenção devidos àqueles que lhes abrem a sua vida espiritual.
A Partilha é, na Reunião Mensal da Equipe, um momento que nos convida à conversão (mudança de atitudes). Para orientar nosso esforço pessoal, a pedagogia das ENS nos indica três atitudes que devemos assumir:
1º - Busca assídua em nos abrirmos ao Amor e à Vontade de Deus; (abrir o coração e deixar Deus agir em nossa vida)
2º - Desenvolver nossa vontade de viver a Verdade; (coerência entre fé e vida)
3º - Aumentar a capacidade de viver o encontro e a comunhão. (viver uma verdadeira comunidade com os irmãos da Equipe – “Vejam como se amam!”)
É muito importante que nós tenhamos sempre em mente essas três atitudes de vida, porque, a partir delas, podemos chegar à santidade. Elas estão na base dos Pontos Concretos de Esforço.
O hábito de “Buscar a Vontade de Deus”, de “Viver a Verdade” e de “Viver o Encontro e a Comunhão” que cada um, pessoalmente e em casal, vai desenvolvendo ao pôr em prática os PCE, completam-se na Partilha, onde, como já dito acima, cada um assume o outro, onde partilhamos nosso relacionamento com Deus. Os PCE são os meios que nos permitem viver essas três atitudes.
A Partilha obriga aqueles que se reúnem em nome de Cristo a revelar a verdade, simplesmente, sem se proteger atrás de mecanismos de defesa, sem buscar desculpas...
Viver a comunhão na Partilha é sair de si mesmo, escutar com a mente e o coração, compreender e respeitar o outro, ir ao seu encontro, responder na verdade e permutar no amor.
Lembremo-nos o que nos disse o Pe. Caffarel, em sua primeira visita ao Brasil, em 1957:
“Vamos para as equipes para nos ajudarmos mutuamente, porque não queremos nunca interromper nossa marcha. Haverá dias em que estaremos desanimados, em que estaremos cansados... é então que teremos o apoio de nossos amigos.
Digamos-lhes: quando eu adormecer, acorda-me! Quando estiver cansado, sustenta-me! Quando eu cair, levanta-me! Há um compromisso de ajudar os meus irmãos de equipe a caminhar, em não deixar para trás aqueles que se desencorajam e se acham cansados. Na montanha todos sobem juntos. Deixar um companheiro no caminho, porque está cansado, é abandoná-lo, é trair o nosso compromisso. É aí que está o valor da “Partilha”. Cuidai muito da Partilha. Se ela não for bem exigente, sob pretexto de discrição, será falta de caridade”.
Queridos irmãos equipistas, não deixemos que a PARTILHA dos PCE se transforme numa prestação de contas, num “fiz e não fiz”... Estudemos com interesse o Documento: Mística dos Pontos Concretos de Esforço e Partilha.
Graça e Juarez – CR Província Leste
(Publicado no "ENFOQUES", informativo da Região Rio IV, Província Leste.

domingo, 8 de abril de 2012

MENSAGEM DE PÁSCOA



Oração da Páscoa
Páscoa significa renascimento, renascer. Desejo que neste dia, em que nós cristãos, comemoramos o seu renascimento para a vida eterna, possamos renascer também em nossos corações. Que neste momento tão especial de reflexão possamos lembrar daqueles que estão aflitos e sem esperanças. Possamos fazer uma prece por aqueles que já não o fazem mais, porque perderam a Fe em um novo recomeçar, pois esqueceram que a vida e um eterno ressurgir. Não nos deixe esquecer que mesmo nos momentos mais difíceis do nosso caminho, Tu estás conosco em nossos corações, porque mesmo que já tenhamos esquecido de Ti, Você jamais o faz. Pois, padeceste o martírio da cruz em nome do Pai e pela humanidade, que muitas e muitas vezes esquece disso. Esquecem de Ti e do Teu sacrifício Quando agridem seu irmão, quando ignoram aqueles que passam fome, quando ignoram os que sofrem a dor da perda e da separação, quando usam a força do poder para dominar e maltratar o próximo, quando não lembram que uma palavra de carinho, um sorriso, um afago, um gesto podem fazer o mundo melhor. Jesus... Conceda-me a graça de ser menos egoísta, e mais solidário para com aqueles que precisam. Que jamais esqueça de Ti e de que sempre estarás comigo não importa quão difícil seja meu caminhar. Obrigado Senhor, Pelo muito que tenho e pelo pouco que possa vir a ter. Por minha vida e por minha alma imortal. Obrigado Senhor! Amem. Feliz Páscoa!

quinta-feira, 5 de abril de 2012

"SEMANA SANTA - TEMPO DE PROFUNDA GRAÇA"



Estamos num período propício que registra um marco, na nossa vida, de transformação, mudança, conversão. Esta semana é um marco da vida de Jesus Cristo, razão pela qual celebramos a Páscoa, a vitória da vida sobre a morte, a ressurreição. Deus sabe que temos necessidade de nos organizar dentro de um tempo. Todos os anos temos essa chance e quando ela chega, a graça de Deus chega com ela. A Semana Santa é um tempo de profunda graça que pode, se nós quisermos, ter o poder de transformar toda a nossa vida.
O segredo para nos desfazermos de uma vida velha, desvalorizada, entristecida, marcada por mágoas, ressentimentos e impulsos de vingança, que traz o peso dos erros e pecados do passado, carregada de culpa pelas más escolhas que fizemos, é dada pela Palavra de Deus, que, como um Pai misericordioso, nos coloca no colo e nos indica o caminho: “Se alguém está em Cristo, é criatura nova. O que era antigo passou, agora tudo é novo” (II Cor 5,17).
A sua vida só se torna vida nova quando você está em Jesus. É Deus quem o renova e vem ao seu socorro para lhe dar uma nova chance. Quando você coloca o seu coração nas mãos de Deus, se entrega a Jesus, neste momento é o fim da vida velha e o começo da vida nova, e de deixar passar o que já passou.

Márcio Mendes
Missionário da Comunidade Canção Nova

FELIZ PÁSCOA!

domingo, 1 de abril de 2012

PEREGRINAÇÃO NACIONAL DE FAMÍLIAS



Aparecida, que já recebe milhões de visitantes na Basílica Nacional, deve reunir 200 mil pessoas na Peregrinação Nacional de Famílias

Um encontro marcado por união, alegria e muita animação. Assim pretendem ser a Peregrinação Nacional das Famílias e o Encontro Mundial das Famílias. Os dois eventos, que vão abordar a temática “Família: Trabalho e Festa”, buscam resgatar a integração no ambiente familiar.
A Peregrinação Nacional das Famílias será realizada nos dias 28 e 29 de abril, em Aparecida (SP). No primeiro dia, haverá um simpósio com a participação do presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcio Pochmann, no período da manhã. Ele vai falar sobre a relação entre família e trabalho. Na parte da tarde, o padre Zezinho vai abordar a temática “família e a festa”. Para este simpósio, são esperadas mais de sete mil pessoas.
De acordo com o assessor da Comissão Episcopal para Vida e Família da CNBB, padre Wladimir Porreca, diversos shows serão realizados entre uma palestra e outra para promover integração entre as famílias. “Entre essas duas palestras, nós vamos ter muitos shows musicais pra poder fazer acontecer de fato aquilo que o Papa quer: as famílias integradas, juntas, festivas, alegres, favorecendo com que a família seja mais família”.
Para o dia 29, data da peregrinação, estão programadas Missas e, inclusive, a Missa principal, que será celebrada às 10h com todas as caravanas que já estarão lá. Para este evento, padre Wladimir tem uma grande expectativa de público. “Estamos esperando um número muito grande, porque no ano passado nós tivemos mais de 60 mil pessoas. Há uma perspectiva de 200 mil pessoas”.
Em relação à forma como a família pode ser ajudada, no sentido de redescobrir sua vocação, padre Wladimir disse que um primeiro passo é a família olhar mais para si mesma, para seus próprios membros. “Quanto mais a família descobrir que ela em si tem uma força insondável de superação, de sujeito social, de presença atuante na sociedade, ela vai começar a perceber que ela não é subjugada das situações, nem situações exteriores nem interiores, mas que tem condição de regenerar e começar de novo”.

sexta-feira, 23 de março de 2012

O ARADO ANTES DOS BOIS




Muitas vezes, em conversa particular com um ou outro de entre vós, ouço esta observação: Falta-me coragem e generosidade no serviço de Deus. Tenho de redobrar de esforços, de adquirir uma vontade mais forte, mais perseverança, mais esquecimento de mim mesmo. Ao vos ouvir, pergunto-me se não estareis a pôr o arado à frente dos bois. Eu explico. Há uma lei psicológica muito simples, que vós já observastes muitas vezes nas vossas relações de amizade: para nos dedicarmos facilmente a alguém, é preciso amá-lo, para o amarmos espontaneamente, é preciso admirá-lo. A admiração provoca o amor, o amor impõe a dedicação. Da mesma maneira é difícil dedicarmo-nos, se não amamos. E é difícil amarmos alguém que não admiramos. Há uma estreita ligação entre o amor e a admiração. "Nunca amaria alguém que eu não admirasse" diz-vos este rapaz ou esta moça. De fato, quando ele vos torna a aparecer com o seu companheiro de vida, há no seu olhar uma luz que brilha e que é ao mesmo tempo encantamento e amor. Mas quão frágil é este amor! Frágil como a admiração que o fez nascer. É por isso que é preciso proteger essa admiração, alimentá-la, estar atentos à beleza daquele que amamos - não falo tanto do seu encanto físico, mas dessa palpitante beleza que é, no coração de todo o ser, um reflexo da beleza de Deus: Reflexo que tanto nos comove quando o nosso olhar é bastante penetrante para o descobrir.
Sucede, mas muito raramente, que essa mesma luz de admiração e de ternura se encontre no rosto de dois velhos esposos. A vida não os poupou; lutas e dores estão gravadas nos seus rostos; mas, um diante do outro, continuam maravilhados, como no primeiro dia, mais até do que no primeiro dia. Perante eles estremecemos como diante de um milagre da vida.
G. Duhamel tem belas palavras para dizer esta necessidade de dedicarmos às pessoas uma extrema atenção. "Estou debruçado sobre um abismo (o seu filho pequeno), sobre um mundo enterrado. Com o olhar interrogo a sonhar e deixo lá cair, por vezes, uma pedrinha para despertar o eco da profundidade".
Conselho válido, não apenas para os pais nem apenas para os esposos, mas também para o cristão em face de Cristo. Porque, se não admirarmos Cristo, o nosso amor é débil. E, se não nos sentimos maravilhados, é porque, como nunca deixamos cair uma pedrinha, as profundidades do mistério são mudas para nós. E, porque o nosso amor é débil, ao nosso serviço falta entusiasmo e coragem.
Os santos vão longe em amar porque, primeiro, vão longe em conhecimento. Eles têm por Cristo esse interesse apaixonado que os enamorados têm um pelo outro. Ele desperta a sua curiosidade: através das suas palavras - ia dizer mesmo das suas inflexões de voz - dos seus gestos, tais como o Evangelho no-los apresenta, eles adivinham a sua alma. Procuram-no também na oração, longamente, com paciência. E durante toda a sua vida. Eles são santos, sem dúvida, porque sempre estiveram atentos.

Henry Caffarel.

Editoriais das Cartas Verdes
Traduzidos pela Equipe Porto 2 (Portugal) e editados pela Super-Região em Dezembro de 2007, nos 60 anos da Carta Fundadora do Movimento das Equipes de Nossa Senhora

domingo, 18 de março de 2012

VIVÊNCIA DO TEMPO QUARESMAL


O tempo quaresmal é reconhecer a presença de Deus na caminhada, no trabalho, na luta, no sofrimento e na dor da vida do povo no seu dia a dia. Neste tempo especial de graças que é a Quaresma, devemos aproveitar ao máximo para fazermos uma renovação espiritual em nossa vida, pois é o tempo forte de conversão, de mudança interior, de graça e salvação. Preparamo-nos para viver, de maneira intensa, livre e amorosa, o momento mais importante do ano litúrgico e da história da salvação: a Páscoa.
A espiritualidade quaresmal é caracterizada também por atenta e prolongada escuta da Palavra de Deus. Ela ilumina a vida e chama à conversão, infundindo confiança na misericórdia de Deus. São Paulo insistia: “Em nome de Cristo vos rogamos: reconciliai-vos com Deus!” (2 Cor 5, 20); “exortamo-vos a que não recebais a graça de Deus em vão. Pois ele diz: Eu te ouvi no tempo favorável e te ajudei no dia da salvação” (Is 49,8). “Agora é o tempo favorável, agora é o dia da salvação” (2 Cor 6, 1-2).
Esses quarenta dias devem ser um tempo forte de meditação, oração, jejum, esmola (‘remédios contra o pecado’). É tempo para se meditar profundamente a Palavra de Deus, especialmente os Evangelhos, a vida dos Santos, viver um pouco de mortificação (cortar um doce, deixar a bebida, cigarro, passeios, churrascos, a TV, alguma diversão, etc.) com a intenção de fortalecer o espírito para que possa vencer as fraquezas da carne.
Pelo exercício da oração, particular e comunitário, as pessoas se tornam sempre mais abertas e disponíveis às iniciativas da ação de Deus.
O jejum e a abstinência de carne expressam a íntima relação existente entre os gestos externos da penitência, mudança de vida e conversão interior.
A esmola confere aos gestos de generosidade humana uma dimensão evangélica profunda que se expressa na solidariedade. Coloca a pessoa e a comunidade face a face com o irmão empobrecido e marginalizado, para ajudá-lo e promovê-lo.
Quaresma também é um tempo de “rever a vida” e abandonar o pecado (orgulho, vaidade, arrogância, prepotência, ganância, pornografia, sexismo, gula, ira, inveja, preguiça, mentira, et.). Enfim, viver o que Jesus recomendou: “Vigiai e orai, porque o espírito é forte, mas a carne é fraca”.
Por isso, podemos fazer uma confissão bem feita; o meio mais eficaz para se livrar do pecado. Jesus instituiu a confissão em sua primeira aparição aos discípulos, no mesmo domingo da Ressurreição (Jo 20, 22) dizendo-lhes: “a quem vocês perdoarem os pecados, os pecados estarão perdoados”. Não há graça maior do que ser perdoado por Deus, estar livre das misérias da alma e estar em paz com a consciência.
Uma prática muito salutar que a Igreja nos recomenda durante a Quaresma, uma vez por semana, é fazer o exercício da Via Sacra, na igreja, recordando e meditando a Paixão de Cristo e todo o seu sofrimento para nos salvar. Isto aumenta em nós o amor a Jesus e aos outros. Não podemos esquecer também que a Santa Missa é a prática de piedade mais importante da fé católica, e dela devemos participar se possível, todos os dias.
A Campanha da Fraternidade ilumina de modo particular os gestos fundamentais desse tempo litúrgico. Assim podemos viver bem a Quaresma e participar bem da Páscoa do Senhor.
Pe. Dionísio Sebold
SCE da Equipe 07 – Setor Lagos

(Publicado no "ENFOQUES", informativo da Região Rio IV)

quinta-feira, 15 de março de 2012

O MUNDO DE CADA UM



Por: Jose e Margarete Daldegan
Quem é pai ou mãe sabe o quanto os filhos são diferentes, por mais que sejam criados da mesma forma e no mesmo ambiente. Os próprios irmãos acabam influenciando uns aos outros – os mais velhos interferem na formação dos mais novos, que, por sua vez, por opção, identificam-se ou se contrapõem a eles. Assim, cada filho requer uma atenção particular, pois todos devem ser amados igualmente na intensidade, mas distintamente, de acordo com suas personalidades.
Além disso, a faixa etária de cada filho exige um cuidado próprio. Na primeira infância, o filho precisa de maior presença e muito carinho. Aos seis anos, coincidindo com a entrada no ensino fundamental, o menino precisa muito da referência do pai, embora comece a manifestar uma afeição especial pela mãe. Já a menina se espelha na mãe, ao mesmo tempo em que começa a se aproximar do pai. Na adolescência, as atenções se voltam muito para os amigos. Nessa fase, o relacionamento com os pais pode se desgastar e, em certos casos, é importante a figura de um adulto amigo da família que faça as vezes do pai ou da mãe, no aconselhamento do garoto ou da garota em relação a algumas de suas escolhas. Se não houver esse adulto por perto, um amigo mais velho ou amiga mais “experiente” poderá exercer esse papel.
Por tudo isso, é muito importante conhecer o mundo de cada um. Cada filho ou filha é um universo de “magia” e beleza, que nos encanta à medida que os entendemos.
Quando o filho ainda é uma criança, como é o caso do nosso de sete anos, ainda está na fase da fantasia, onde tudo é só maravilha, embora tenha que lidar com as obrigações, cada vez mais abrangentes. Sonha em ser cientista, engenheiro e piloto, e ainda há pouco pensava em ser bombeiro e policial. Já compreende que deve comer “quase” de tudo e estudar um pouquinho além do dever de casa – como todo bom cientista, a exemplo do Franjinha e do Jimmy Nêutron. Já consegue arrumar a própria cama e comer sozinho – embora sempre fazendo alguma outra coisa ao mesmo tempo.
Quando chega à pré-adolescência, o filho pode sentir-se meio sufocado pelas responsabilidades que começa a assumir. Se for o filho do meio, podem ocorrer atritos com os irmãos, pois é um tanto singular não ter a “autoridade” do mais velho e nem receber os cuidados do caçula. Por outro lado, pode alcançar maior maturidade por enfrentar mais cedo situações que não viveria caso fosse filho único. É de admirar o quanto nossa filha de 13 anos cuida do caçula e está sempre procurando ajudar a mãe em casa, inclusive nos conselhos ao pai quanto à alimentação ou à escolha das roupas.
Já na adolescência, enfrenta-se um turbilhão de pressões, como passar pelas mudanças do corpo, ser aceito no grupo de amigos, saber lidar com as investidas e os impulsos ao namoro, absorver o conteúdo cada vez mais denso do ensino médio e encarar o fantasma do vestibular. Diante dessa confusão toda, é natural descarregar tudo em todos e ter preguiça com as tarefas de casa – necessárias para adquirir o mínimo de autossuficiência, mesmo contando com a ajuda de alguém encarregado pelos serviços domésticos. Nessas horas, ele pode se tornar indócil, mas, quando há amor, ele se recompõe e retoma o relacionamento.
Além do maravilhoso mundo de nossos filhos, não podemos nos esquecer do mundo de cada um de nós, pai e mãe. As obrigações do trabalho e da família às vezes nos esgotam e nos deixam um pouco exigentes demais com os filhos e até mesmo entre nós. Entretanto, nessas horas de maior fraqueza, lembramos que nada importa mais do que o nosso amor, a nossa família, os nossos filhos. Então damo-nos conta de que somos uma família afortunada, e nos amamos muito. Amamos muito nossos filhos e por eles damos o mundo – os nossos mundos.
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segunda-feira, 12 de março de 2012

MISSÃO - SERVIR - AÇÃO

O FILHO DO HOMEM NÃO VEIO PARA SER SERVIDO, MAS PARA SERVIR” (Mc 10,45).

A palavra servir tem na Bíblia dois sentidos opostos, conforme designa a submissão do homem a Deus ou a sujeição do homem pelo homem, isto é, a escravidão. A história da salvação ensina que a libertação do homem depende de sua submissão a Deus, e que “servir a Deus é reinar” (Liturgia Romana).
No relacionamento humano, a mesma palavra pode designar duas situações concretas profundamente diferentes: a do escravo como no mundo pagão, onde o homem em servidão é relegado a todas as coisas, e a do servo, como definida pela lei do povo de Deus: nesse povo o servo continua a ser um homem e tem seu lugar na família divina, de sorte que nela torna-se o homem amado e herdeiro de Deus.
Servir a Deus é uma honra para nós seu povo, com o qual Ele fez uma aliança, para isso precisa ser fiel. Essa fidelidade deve manifestar-se em nossa conduta como exemplo para nossos irmãos. Servir a Deus e ao próximo é antes de tudo oferecer-lhes dons e sacrifícios, e garantir a manutenção de sua Igreja.
O nosso serviço quando feito com gratuidade agrada a Deus e mostramos como Cristo quer ser servido, exatamente como Ele serviu ao Pai: quer que dediquemos ao serviço dos irmãos, assim, como o próprio Jesus fez, Ele é Senhor e Mestre. A disposição de servir ao próximo deveria fazer parte da vida de todo cristão. O maior desafio é fazer com que a consciência cristã não se acomode diante de tantas necessidades proposto pelo novo mundo globalizado, integrando-se simplesmente à cultura individualista dominante e reduzindo à vivência cristã a mera prática devocional.
Não podemos esquecer de mencionarmos Missão e Ação que estão intrinsecamente ligadas ao Servir, este é o tripé do cristão: nossa Missão é Servir ao próximo com Ação. Tornar-se missionário é uma experiência ímpar e um aprendizado para toda vida. Todos nascem com uma missão. Algumas pessoas, porém, em particular abraçam uma causa, entendem que essa missão é mergulhar de corpo e alma e deixar-se envolver por ela.
Os missionários têm esse nome porque são mensageiros do bem e da Boa Nova. Não desejam aos demais apenas o pão, mas o pão com justiça, beleza e vida de qualidade. O que move um coração missionário é o desejo de revelar ao mundo o rosto de um Deus que é amor e compaixão, apaixonado pelo ser humano e suas causas. Missão também significa “tarefa, encargo, dever a cumprir, ações a serem realizadas”.
Numa perspectiva cristã, missão é todo movimento realizado no intuito de ir ao encontro de outras pessoas e realidades, a fim de promover a vida, sempre iluminados e guiados pela mensagem do Evangelho, com a força de anunciar a Boa Notícia e animar a esperança.
No Movimento das Equipes de Nossa Senhora temos a grande oportunidade de exercermos a missionariedade, Serviço, Ação. Temos em nossa Equipe uma escola de amor onde todos são mensageiros, servos e autores das ações permanentes que utilizamos como instrumento de crescimento, solidariedade e gratuidade. Exercemos a ajuda com espírito de colaboração ativa, servindo-se dos talentos pessoais para a promoção de todos, no cultivo das relações sadias e responsáveis na doação de cada dia. O que conta é o espírito que move cada pessoa: a vontade de servir, de sair de si e ir ao encontro dos demais com a gratidão generosa dos gestos. Aprendemos a não julgar as pessoas, a ter um olhar de misericórdia, atitude de flexibilidade e compreensão. O mesmo olhar que Deus tem para cada um de nós.
A nossa missão é fortalecer o Movimento, estreitar laços em nossa Equipe com servidão, ação de ajuda mútua, transbordando amor e carinho, na certeza do mesmo amor de Cristo e Maria. Com justiça e caridade fraterna saídas do mais profundo do nosso ser e lançar-se no mundo como um missionário enviado a serviço do irmão realizando uma ação evangelizadora. Aí está o ideal de ser um luzeiro na noite da humanidade, que aponta caminhos, anima a esperança e alimenta o sonho de um mundo mais bonito e alegre.
Suely e Ricardo
Equipe 6 – Setor A Niterói


(Publicado no "ENFOQUES", informativo da Região Rio IV, Província Leste, SRBrasil)

quinta-feira, 8 de março de 2012

XI ENCONTRO INTERNACIONAL DAS EQUIPES DE NOSSA SENHORA



Prezados amigos,
Cremos que todo o Movimento pode se orgulhar deste reconhecimento na Câmara de Deputados Federal.
Sem dúvida, temos agora mais responsabilidade em darmos um bom testemunho cristão.
O Deputado Pe. José Linhares realizou na Sessão Ordinária da Câmara dos Deputados do dia 07 de março de 2012, um pronunciamento anunciando a realização do XI Encontro Internacional das Equipes de Nossa Senhora, em Brasília, em julho próximo.
O parlamentar destaca o imenso significado do evento e frisa a importância do movimento para espiritualidade conjugal da comunidade católica.
Confira a íntegra do discurso:
Elza e Edilson – CRR Brasília
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O Sr. JOSÉ LINHARES (PP-CE) pronuncia o seguinte discurso: Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Deputados, é com muita alegria e entusiasmo que comunicamos a realização do XI Encontro Internacional das Equipes de Nossa Senhora, em Brasília, de 21 a 28 de julho deste ano. O evento deverá apresentar imenso significado para a comunidade católica no Brasil, com profunda repercussão no conceito contemporâneo do matrimônio e na vida cotidiana dos casais obedientes aos desígnios de Deus.
As Equipes de Nossa Senhora têm origem na iniciativa do padre francês Henri Caffarel, que, em 1938, formou o primeiro grupo de jovens casais, interessados no aperfeiçoamento da vida matrimonial, de acordo com os princípios cristãos. O lugar do matrimônio na doutrina católica tornou-se o centro dos debates e, mais do que isso, o próprio suporte espiritual dos cônjuges, pelo que atraiu gradativamente um sem-número de novos casais.
A ideia da formação das equipes surge em 1947, em razão da multiplicação dos núcleos e da necessidade de unidade e estruturação dos trabalhos. A prece conjugal e familiar, os encontros mensais e a adoção das regras pessoais e espirituais tornam-se a base do funcionamento das equipes. A partir da década de 50, os núcleos se multiplicam pelo mundo e estabelecem métodos universais de funcionamento.
Senhor Presidente, de acordo com o próprio movimento, a razão de ser das Equipes de Nossa Senhora é ajudar os casais a descobrirem a riqueza do sacramento do matrimônio e a viverem a espiritualidade a dois. Como testemunhas do matrimônio cristão na Igreja, esses casais permanecem fiéis às promessas do batismo, baseiam suas vidas no Evangelho de Cristo, divulgam Sua mensagem, e se mantêm ligados à Igreja e ao clero; em suma, fazem de suas atividades uma colaboração com Deus e um serviço ao próximo. Oficialmente reconhecidas pelo Conselho Pontifício em 2002, caracterizam-se como um movimento de fiéis leigos, que realizam trabalho apostólico voltado para a preservação dos valores cristãos da família e da sociedade, difundindo a importância de viver o casamento nos parâmetros da religião, e desse modo contribuindo para a consolidação de famílias e grupos sociais mais equilibrados, mais seguros, mais fraternos e espiritualizados.
Devemos lembrar, a propósito, Senhor Presidente: a fundação da primeira Equipe fora da França deu-se exatamente no Brasil. Ao longo do tempo, em um país tão grande e diversificado, multiplicou-se a adesão de interessados; hoje, são mais de 18.600 casais comprometidos, sob orientação de 1.900 Sacerdotes e Conselhos Espirituais.
Daí a importância do evento de julho próximo, que evocará a figura de Nossa Senhora de Aparecida, padroeira do Brasil. O próprio logotipo do evento apresenta a pesca milagrosa do Rio Paraíba, onde foi encontrada a imagem da Virgem, juntamente com a cruz, símbolo máximo da cristandade, e o casal de mãos dadas, como síntese do trabalho das Equipes de Nossa Senhora.
Senhor Presidente, Nobres Colegas, temos a felicidade de anunciar desde já a realização do XI Encontro Internacional das Equipes, na certeza de a Capital Federal será abençoada pelo acontecimento. Esperamos que a adesão de casais católicos corresponda à inegável vocação cristã de nosso povo, a ser aperfeiçoada e vivenciada de modo cada vez mais profundo, na esteira dos ensinamentos de Jesus Cristo, na luz do exemplo incomparável de Maria, nossa santa mãe de amor e misericórdia.
Muito obrigado, Senhor Presidente.
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